criando dificuldades para vender facilidades…

Recebi um email de um dos gurus do marketing (pelo menos pra mim) Seth Godin.  Nele o cara dizia sobre a técnica Houdini -pra quem não se lembra, Houdini foi um dos mágicos mais famosos de todos.

Godin citava o caso de voar (comercialmente, avião, ponte área, sabe? rs).  É algo complicadíssimo afinal, quantas centenas de coisas precisam ser feitas, checadas e tudo o mais para que um avião possa voar.  Ainda assim as cias aéreas querem que tudo pareca simples -e seguro- voar.

Enfim, enquanto o Godin esperava por um vôo recebeu o aviso de que este iria atrasar por causa de problemas mecânicos.  Todos ficaram tristes.  Poucos minutos depois novo aviso.  O problema foi concertado e o vôo sairia no horário -acabou saindo 10 minutos antes do previsto.

Não sei se isso é novidade mas aqui no Brasil é a primeira tática que muita gente usa para conseguir vender seus produtos.  Na verdade, esta tática é usada e abusada por vendedores menos … honestos, para não dizer outra coisa.

_tco

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não quero parecer um idiota….

Recorro mais uma vez ao brilhantismo dos outros.  Por mais que isso seja sabido, infelizmente a idéia não veio de mim então, obrigado Godin. Mas eu sempre vejo isso acontecendo, como deve acontecer com muitos outros aqui, eu imagino.

O que você quer da sua vida?  Quais seus objetivos?  Eu quero ajudar os outros.  Ah, eu quero poder ficar rico.  Já eu, humm, eu quero fazer coisas notáveis.

Na verdade o que eles dizem é:  Eu não quero parecer idiota.  Não quero que os outros riam de mim.

E como diz o Seth Godin em seu post, isso é realmente muito fácil.  Basta não fazer nada.

_tco

o problema do notável

Todo mundo já sabe. O consumidor não tem tempo.  A velha indústria televisa passa por uma grande revisão.  Hoje em dia o antigo “marketing de interrupção” passa por uma séria revisão e tende a acabar brevemente.  Nem mesmo o “marketing de permissão” [como eu detesto esses rótulos mas…] tem tanto sucesso pois a permissão não é assim tão fácil de conseguir.

A nova velha fórmula. Faça algo notável, espalhe para os “early adopters” [aqueles que usam um produto antes de todo mundo] e estes espalharam as boas novas a todo mundo que, em pouquíssimo tempo começaram a usar e você [dono do produto], ficará rico.

Tudo muito bem, tudo muito bom mas realmente … não é bem assim.

O problema em fazer algo notável hoje em dia é que … não se nota o notável por tanto tempo.

O que iso significa? Uma vaca roxa só irá chamar atenção por um certo período de tempo [e um período cada vez menor de tempo]. É preciso que você continue pintando e reinventando a sua vaca para que ela continue sendo notável, caso contrário … se dará mau.

Quem disse isso.  Eu?? Não.  O mercado!

_tco

the same cigarrete as me

Esse texto foi retirado do blog de um cara chamado Seth Godin.  Ele é hoje, na minha opinião, uma das maiores mentes no que diz respeito ao marketing, planejamento, estratégia, etc etc etc.

Ele tem uma capacidade que eu penso muito interessante de dizer coisas que são importantíssimas de forma óbvia, de tal maneira que te deixa até meio puto de não ter pensado nisso antes, ou de tentar contrariar.  Aqueles raciocínios que, quando ditos em algum tipo de discussão fazem o outro concordar na hora, com medo de parecer ridículo em discordar.

“He can’t be a man because he doesn’t smoke [syncopated pause] the same cigarette as me.”

crianca-fumando
When your product becomes the badge for a tribe, you sell a lot of products. The Stones don’t mean “a man” in the sense of a homo sapien. They mean “a man” in sense of “someone worthy of my respect.” Not in my tribe, not worth it…

Brooks Brothers was the badge for a generation of grey-suited men. Che t-shirts are the badge for a cadre of activists. The Allen & Co. retreat is the badge for a tiny cabal of media titans.

It’s not easy to become the badge, but it’s a worthy destination.

Key truth: you can’t be the badge for everyone. In order for the tribe to exist, it must have insiders. And you can’t have insiders without outsiders.

the small-minded vision of the technology elite

“There is no reason for any individual to have a computer in his home.” Ken Olsen, CEO of DEC

Only 31 years ago. DEC was one of the leading computer companies of the day, but not for long.

Take a look at the geek discussion boards and you’ll see an endless list of sharp-tongued critics, each angling to shoot down one idea or another. And then take a look at the companies that show up at the various pitch shows, and you’ll see one company after another pitching incremental improvements based on current assumptions.

The reason is simple: technologists know how to make things work.

When an engineer has a proven ability to ship stuff, to keep things humming and not crashing, it’s easy to fall into the trap of rejecting anything that hasn’t demonstrated that it can work, that hasn’t proven itself in the market.

Competence is not the same thing as imagination.

PS the marketing elite have precisely the same problem