se já era difícil antes…

Se pararmos para pensar, nós (pelo menos eu ou, a minha classe profissional), somos muito, mas muito burros.

Primeiro.  Todos os marketeiros (odeio essa palavra mas não existe –ou não conheço- outra para a profissão) reclamam que nossa função é confundida com a dos publicitários.  Óbvio, para começar, a faculdade se chama PROPAGANDA E MARKETING, como esperar que os clientes saibam diferenciar tão bem (se muitos profissionais não sabem)?

Os publicitários, por sua vez, reclamam que muitas vezes os clientes os chamam para fazer algo que não é a deles –e sim a dos marquetólogos (piorou né?).

Vai explicar pro cara que marketing é uma coisa e propaganda é outra, quer dizer, não é exatamente assim, veja bem…  Eu desenvolvi uma explicação rápida e mais simples de se entender, vamos ver se consigo.  Marketing é como o futebol, sim .. a partida.  A propaganda (publicidade) é o passe.  Essencial para o jogo.  Como teríamos uma partida sem o passe?  Mas, todavia, porém, o futebol é muito mais do que isso.  Tem o drible, o chute … tem o gol -e tem o passe também.  Resumindo.  A propaganda é apenas (e não diminuindo sua importância com o “apenas”) uma parte do negócioO marketing envolve estratégia, estudo, planejamento, a própria criação. Experimente deixar o cliente falar direto com o criativo.  1. nem o cliente, muito menos o criativo, entende lhufas do negócio a ser trabalhado -parece incrível, eu sei mas… 90% dos clientes não sabem o que querem, não fazem nem idéia, na verdade. 2. se não tiver tudo mastigadinho, direitinho, o criativo não faz coisa alguma. 3. o criativo irá xingar o cliente com todas as letras assim que este pedir uma alteração.  Mas, óbvio, vai colocar um cara de marketing, estratégico, na frente de um illustrator, não sai nada pois a  criação envolve mais a parte artística, o transformar aquele negócio chato que o marketeer produz em algo bacana, vendável (ou, como diria o Zaragoza – o Z da DPZ, publicidade é maquear cadáver).

Tudo isso para dizer.  Se a nossa vida já era difícil antes, afinal de contas, qualquer um pode meter o bedelho na nossa área, [[afinal não passamos 1/2 da nossa vida estudando, tampouco a outra 1/2 do nosso tempo livre lendo, participando de treinamentos, etc, etc…]], pra que o diretor da empresa vai “gastar” R$10k, 5k, 2k, com um cara especializado se ele pode dar para o .. filho dele?

Imagina agora.  Abra o novo word para mac (ou mesmo para windows).  Veja quantos templates existem. Cartas, propostas, apresentações,brochuras, newsletters, etc, etc. Quantas possibilidades de um gerente/diretor de uma média empresa dar adeus a sua agência e ficar brincando de criar peças no word (veja o absurdo).

Outro dia um conhecido pediu que eu fizesse a papelaria dele (cartão de visitas, pasta, template de power point, etc).  Não é minha área mas, como toco uma agência, tenho quem faça.  Fico pensando. Ele chorou tanto por preço mas tanto que … se tivesse aberto os templates do word, certamente não teria me contratado, teria feito ele mesmo.

Óbvio, sem qualidade, quebrando a cabeça, etc, etc mas… ele se virava.

Será que, no futuro, teremos pais operando os .. filhos?

antarctica x kaiser

Já publiquei aqui sobre esses casos.  Quando uma empresa faz uma propaganda mais agressiva em cima de sua concorrente.  Nos EUA isso é muito natural, funciona muito bem.  Aqui no Brasil, ao contrário, os consumidores geralmente ficam do lado da “vítima”.  Mas uma coisa muito importante para essa vítima, é deixar o assunto pra lá pois, quanto mais mexer, mais publicidade irá gerar em torno do assunto e mais e mais a marca agressora será beneficiada.

No mmonline de hoje vi essa matéria.  Vamos ver no que vai dar.

A Ambev estreou na semana passada um comercial para Antarctica que pode render um novo capítulo na polêmica iniciada em novembro pelo “Desafio Kaiser”. O filme “Troca”, criado pela AlmapBBDO, é protagonizado pelo cantor e ator Sergio Loroza e pelo humorista cego Geraldo Magela.

O enredo apresenta Loroza anunciando “o primeiro teste cego de verdade do Brasil” e garantindo que, para isso, “nada melhor que um cego”. Outra alusão clara à concorrente é uma embalagem de cerveja com o rótulo vermelho e um xis branco no lugar da marca. Com a Antarctica em mãos, Loroza e Magela realizam seu teste com bom humor. Enquanto um bebedor garante que “nunca viu uma cerveja tão boa”, o Ceguinho emenda: “Nem eu!”. A Femsa, dona da Kaiser, informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

A peça da Antarctica entra em veiculação meses após a Ambev ir à justiça para retirar do ar o filme “Desafio Kaiser”, desenvolvido pela Fischer+Fala, que colocou a marca na lista dos comerciais mais lembrados de novembro, segundo a pesquisa Lembrança de Marcas na Propaganda de TV, realizada pelo Datafolha e publicada com exclusividade por Meio & Mensagem.

O filme apresenta os resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e auditada pela Ernst & Young que apontou empate técnico entre Kaiser, Skol, Brahma, Antarctica e Nova Schin. Na ocasião, a Ambev conseguiu uma liminar que impedia a sequência da veiculação, mas poucos dias depois a Femsa conquistou o direito de exibição.

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1395 de Meio & Mensagem, que circula com data de 8 de Fevereiro de 2010.

Tomás

boas idéias dão resultado

Vejam só esse desafio que interessante.

mídia gratuita custa quanto?

Venho recebendo alguns emails de reclamações pela ausência de novos posts no meu blog.  Não sei se fico feliz, pois é sinal de que tenho leitores assíduos, ou puto da vida com esses vagabundos que estão me xingando, rsrsrsrsrs… brincadeirinha, eu fiquei, e muito, feliz.

Isso me fez lembrar de um diretor de empresa que é fanático pela mídia gratuita.  Ele acha isso o máximo.  A mídia gratuita, raramente é grátis mesmo.  Ok, pode não sair dinheiro do seu bolso para usá-la mas, se você não souber gerenciá-la (e muito bem), pode ser que saia -e muito- depois.

Duvida?  Pergunte à Coca-Cola, com a cobertura que recebeu sobre o medo de contaminação na Europa.  Ou então à Microsoft, e toda a mídia gratuita que o departamento de justiça dos Estados Unidos lhe proporcionaram.

O que me leva a uma definição que muito me agrada:

  • Publicidade é uma coisa sobre a qual você tem um controle quase total. É você quem coloca seu logo. É você quem aprova o layout, quem coloca o slogan.
  • Propaganda é gerenciar – ou pelo menos tentar – a imagem de sua empresa, sendo a meta definitiva a construção da reputação. Assim como a publicidade, ela é totalmente ofensiva no sentido de que os esforços da propaganda são iniciados por você.  Mas você não tem lá esse controle.  Você pode fazer todos os esforços para colocar a Wanessa Camargo em todas as emissoras de TV mas…. conseguir que ela se saia bem, já é mais difícil.
  • Relações Públicas podem ou não ser ofensivas. No lado ofensivo, elas são semelhantes à propaganda, você é quem dá o ponta-pé inicial (envia os releases, paga o jantar dos jornalistas, convida uns blogueiros para andar de helicóptero, etc).  Podem, também, ser iniciadas de fora.  Vai que a Exame faz um perfil da tua empresa.  Aqui, a forma com que o jornalista enquadra seus comentários, ou a forma como ele tece a reportagem, jogem completamente do seu domínio.

coca X coca

garoto tomando coca-cola

Srs. 

A coca-cola está processando a coca-cola zero por…. imitação de sabor.  Campanha publicitária?  É óbvio.  Uma campanha sensacional, eu “acho”.