quem sabe sabe…

a última da Benetton
do MmOnline

A Benetton está levando às últimas consequências a mensagem de sua nova campanha global lançada nesta quarta-feira, 16. A mensagem “Pare de odiar”, ou Unhate, quer promover a “aproximação entre pessoas, fés, cultura e o entendimento pacífico das motivações do outro”. A empresa lança também uma fundação com o mesmo nome Unhate para promover estes valores.

A maneira escolhida para divulgar a mensagem não fugiu nem um pouco da linha polêmica adotada historicamente pela marca italiana. Pelo contrário. A Benetton promove “beijos na boca” muito improváveis entre líderes de países ou ideologias totalmente distintas.

A imagem que deve chamar mais atenção na América Latina é a do beijo de Barack Obama em Hugo Chávez. Mas há outras: o próprio Obama com o líder chinês Hu Jintao; o Papa Bento XVI com Ahmed Mohamed, el Tayeb, líder da mesquita Al-Azhar no Cairo, o presidente palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o presidente da Coreia do Sul Lee Myung-bak e o líder supremo da Coreia do Norte Kim Jong-il, e a chanceler alemã Angela Merkel com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

“Embora o amor mundial continue sendo uma utopia, o convite a não odiar para combater a cultura do ódio é um objetivo realista”, justificou Alessandro Benetton, Chairman executivo da marca.

A comunicação em cima da mensagem Unhate inclui iniciativas e eventos a partir desta quarta-feira, 16, incluindo “ações ao vivo não anunciadas” nas quais jovens irão postar manifestos mostrando os beijos dos líderes em lugares simbólicos de Tel Aviv, Nova York, Roma, Milão e Paris.

Outra iniciativa é o filme Unhate, do diretor francês Laurent Chanez, que será veiculado no site da marca, em cinemas e no YouTube. O roteiro prevê “momentos de conflito e amor”, com imagens, por exemplo, de dois lutadores depois de um round e de um casal que acabou de fazer amor. Haverá ainda uma instalação artística que usará conchas enviadas por habitantes de zonas de guerra. Tudo em nome do amor.

marqueteiro de obama no pt em 2010

Retirado do portal AdNews, segue notícia no mínimo … curiosa.

 

Ainda que o Partido dos Trabalhadores negue, o marqueteiro de Barack Obama, Ben Self, confirmou trabalhar para para auxiliar a candidatura do partido na corrida presidencial de 2010.

Aos 32 anos, Self é especialista em ciência da computação e dono da empresa Blue State Digital. Ele revolucionou o marketing político ao conseguir levantar mais de US$ 300 milhões online para a campanha do primeiro presidente americano negro -47% do capital total arrecadado.

Agora, seu desafio será desenvolver uma estratégia com base na internet para que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, venha a ser a primeira mulher presidente do Brasil em 2010. Em entrevista ao site Terra, Self confirmou o trabalho para o partido.

Veja a entrevista na integra:

Você tem diploma do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é, na realidade, um especialista em tecnologia. Como se envolveu com campanhas políticas?
O meu background é em ciência da computação e tenho diplomas de graduação e pós-graduação do MIT. Depois de me formar, trabalhei por muitos anos como especialista em tecnologia para bancos, seguradoras e grupos afins. Em 2003, me mudei para o Estado de Vermont para trabalhar na campanha presidencial de Howard Dean. Após isso, eu e três colegas fundamos a Blue State Digital, uma empresa especializada em tecnologia e política. Agora, somos uma empresa internacional com mais de 100 funcionários no mundo inteiro e servimos centenas de clientes.

Você acha que, atualmente, a internet é uma ferramenta fundamental para uma campanha eleitoral ter sucesso?

Não existe um candidato que pense em lançar uma campanha sem usar a internet. É a marca de um candidato sério, bem como uma ferramenta importante. Sem ela, é como participar de uma batalha sem ter uma arma. Como você poderia fazer isso? Portanto, acho que é importante que os candidatos usem a internet para que tenham uma campanha eficaz.

Você esteve em Brasília há duas semanas. Chegou a conversar com o presidente Lula?
Sim, estive em Brasília. Quanto a ter encontrado Lula, vou deixar que o partido dele fale sobre isso. Não me sinto à vontade para comentar sobre clientes ou clientes em potencial.

No momento, o Partido dos Trabalhadores é um cliente ou um cliente em potencial?

Estamos trabalhando com o partido agora a fim de ajudar a fazer planos para a próxima eleição presidencial.

Você foi contratado pelo PT?

Sim, estamos trabalhando com o partido.

Em nota divulgada nesta semana, o PT falou que você estava trabalhando com o publicitário João Santana e não com o partido. Isto é verdade?

Vou deixar que eles deem informações específicas sobre isso. Apenas vou dizer que estamos trabalhando com a estratégia da campanha em geral.

Você chegou a se encontrar com a candidata do PT à presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff?

Não posso dar informações específicas. Para saber detalhes, é preciso falar com o partido.

Quando a campanha de Dilma Rousseff deve ter início na internet?
Não vou discutir a estratégia em geral. Não seria inteligente fazer isso neste momento.

No Brasil, as pessoas não têm tanto acesso a computadores quanto nos EUA. Uma campanha com base na internet seria ainda assim eficiente?

Claro que sim. Há milhões de pessoas no Brasil – acho que cerca de 60 milhões de pessoas – que têm acesso à internet. E quando você usa a internet, ela não é usada somente para convencer as pessoas, mas para incentivar quem apoia o candidato a ajudá-lo a ganhar a eleição. Mesmo se nem todas as pessoas têm acesso à internet, você pode usá-la para localizar seus simpatizantes que podem, então, falar com as pessoas que não têm acesso à internet. Tem mais a ver com engajar as pessoas do que com convencer as pessoas.

Você acha que será preciso que fique baseado no Brasil para conduzir a campanha ou pode fazer isso dos EUA?

Isso ainda tem de ser determinado. Eu certamente gostei da minha estada no Brasil e retornarei ao país em algumas semanas.

Você está empolgado com este novo trabalho no Brasil?
Certamente. Só de visitar o Brasil dá para notar que as pessoas estão entusiasmadas com a eleição que está por vir, são ativas na internet e estão animadas, pois os políticos podem usar a internet de modo mais eficiente. Acho que será uma grande oportunidade para o País.

Será preciso adaptar suas técnicas de campanha à realidade brasileira?

Trabalhamos com diversos países. Cada um tem tópicos diferentes que devem ser empregados. Mas os aspectos básicos, como desenvolver relacionamentos transparentes e verdadeiros com as pessoas, fazem parte da natureza humana. Eles são iguais em todos os lugares.

Você trabalharia na campanha de um partido de direita?

Provavelmente não. Não seria compatível com os princípios da nossa empresa.

As informações são do Terra

yes we can

Não é novidade que a estratégia de internet da campanha do Barack Obama foi a mais inovadora já vista. E fica mais interessante quando observamos detalhes que foram apresentados por David Plouffe, jovem coordenador da campanha presidencial.
O sucesso está na base de CRM montada com informações dos eleitores americanos. Ela continha um detalhamento impressionante do perfil de cada eleitor, cidade, Estado. O que possibilita apontar tendências para fazer manobras locais e regionais de acordo com o cenário. Com essa base foram implementados os programas de relacionamento. As informações não eram enviadas para “todos” e sim para os representantes da campanha em cada cidades. Desta forma, os eleitores não recebiam e-mails sobre Obama de um remetente genérico, mas de pessoas próximas – tais como vizinhos, parentes, amigos.
Além da participação definitiva da internet, todas as mídias foram usadas. Nenhuma novidade aí, mas a forma coordenada e a constante “busca pelo alinhamento” como explicou David na palestra realmente foram impressionantes. Fazer com que dia após dia o tema que está em pauta no discurso seja exatamente o mesmo em todos os meios (de e-mails, passando por banners, vinhetas de rádio e TV), é algo que impressiona qualquer um que trabalha no mercado e conhece a complexidade para se fazer isso. Mais que isso: é a visão de que repartir o esforço em diversas frentes acaba por enfraquecer o objetivo máximo de construção de marca, algo que também é pouco usual no dia-a-dia de marketing.
O resultado que conseguiram prova que a força da comunicação e o uso dos meios atingem objetivos. No entanto, sem a mobilização de novos votantes, Obama poderia não ter sido o cara, pois fechou com 50% contra 49% de Mcainn quando olhamos apenas os eleitores que também votaram na eleição passada. Atingir os 50% já é um feito para quem era um ilustre desconhecido 3 anos atrás, mas a grande virada da vitória se deu na estratégia de corpo a corpo para a “aquisição” de novos eleitores. E aí, sim, o resultado foi arrasador: 71% contra 24%.
Como disse David Plouffe, “Nada é mais forte do que pessoas falando com pessoas”.

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