nike e a emboscada nas olimpíadas

Eu não sabia mas a Nike tem um diretor creativo para as Olimpíadas.  Alguém pode até estranhar, afinal, a Nike não era patrocinadora das Olimpíadas.

Mas, esse cara, o sr Lotti teve uma tarefa importantíssima.  Como se aproveitar dos mais de 3.000 atletas que, sendo a Nike patrocinadora oficial das Olimpíadas ou não, usariam seus produtos.

Ele teve uma sacada muito boa.  Antigamente a Nike combinava o sapato com a cor do uniforme do atleta.  Ficava mais bonito mas… vendia pouco.  Então ele resolveu criar o Volt, “vivid neon-green-meets-highlighter-yellow color” (só para manter o nome original).

Por que essa cor?  Pois são as cores que os olhos humanos percebem de forma mais vívida, são as cores que mais chamam a atenção dos nossos olhos.  Como disse o criador, essa é nossa assinatura de cor, é o nosso “tiffany blue”.

Mas, e o que mais importa?  E o resultado disso tudo?  Segundo pesquisas, as melhores imagens das Olimpíadas retratavam de alguma forma esse tênis.  E olha que não era o tenis do Bolt, imagina se fosse.Imagem

como aprender marketing?

Fazendo.  Acredito que como tudo na vida.  

Faça aos finais de semana, no seu tempo livre, seja voluntário em uma ong qualquer.  Vá trabalhar com venda de limonadas infantis.

Uma vez que você coloque suas idéias em prática você verá se elas são reais… 

Não custa nada, só assusta um pouco.

primeiro, conecte-se

nessa economia conectada, existe uma divisão entre dois tipos de projetos.  aqueles que tem sucesso em criar conexões e os que não tem.

a internet é uma máquina de conexões.  todos esses projetos (facebook, mercadolivre, ebay, messenger e chats, email, fóruns, etc) criam conexões entre pessoas que antes, não existiam ou eram, pelo menos, muito mais difíceis.

quando você nos diz sobre sua empresa, seja ela qual for, primeiro diga como ela nos ajudará a conectar-mos uns com os outros, o resto caminhará por si só

camisetas fluminense

camisetas fluminense

A Adidas lançou uma camiseta promocional, comemorativa aos 40.178 dias de história do Fluminense. A promoção foi um sucesso e como, nós, torcedores de futebol não somos exatamente racionais, os do Flu saíram comprando adoidados.

Acontece que o Globo Esporte noticiou a ação e descobriu que existem 03 camisetas de número 00.001, ou seja, não são mais exclusivas.

Muito inteligentemente a Adidas assumiu o erro, explicou que, por algum motivo, protótipos foram colocados a venda e irá recomprar as camisetas por R$2.500. O valor muito acima do de mercado cumpre o papel do pedido de desculpas.

Parabéns a Adidas, afinal, todo mundo erra mas, assumir o erro é para poucos.

Jogo Moleque

A Coca-Cola tinha um problema. Não vendia quase nada nas comunidades carentes. É sabido que o mercado era (ou ainda é) dominado pelas chamadas marcas talibãs (aquelas com táticas de guerrilha ou, simplesmente, cópias de má qualidade com preços muito abaixo da média).

Como a Coca-Cola quis mudar isso começou, algum tempo atrás (talvez uns dois anos) a olhar para esse mercado. Eu mesmo participei do planejamento e organização de algumas dessas ações. Eram campeonatos de futebol, distribuição de gifts, enfim, todo aquele oba-oba que estamos acostumados (mas talvez não o pessoal das comunidades).

Depois começaram com algumas ações puramente sociais, divulgando o nome e, agora, coroam com um comercial bem bacana, futebol moleque. Segue o vídeo, vale a pena conferir

o que é marketing?

O QUE É MARKETING?

Essa é uma pergunta que eu sempre ouço em palestras, de clientes, e de todo mundo que tem coragem de admitir que não sabe, exatamente, o que é marketing. Eu poderia recorrer aos teóricos (que confesso, não gosto muito pois dificilmente saem de seu escritório para ver, de fato, o mercado), mas eles diriam algo do tipo. “Marketing é uma função organizacional e uma coleção de pro

cessos para criar, comunicar e entregar valor para os consumidores, e para gerenciar as relações com os clientes de forma a gerar benefícios para a companhia e seus stakeholders” (AMA- American Marketing Association).

Prefiro, no entanto, reccorer a um cara chamado Sérgio Zyman, esse sim um excelente profissional de marketing que diz o seguinte: Marketing trata de vender mais, para mais pessoas e com maior frequência.

A primeira vez que disse isso, a resposta de uma cliente, gerente de marketing de uma grande empresa não foi nada boa. Me acusou de querer enganar o consumidor, de me preocupar mais com as vendas do que com o que mais importava. Passado o meu susto inicial, perguntei a ela: “-o que mais importa em uma empresa do que as vendas? por que existe uma empresa, senão para vender algo a alguém?” e, de bate pronto ela disse: a confiança.

Então eu repeti a frase para que ela, finalmente, entendesse. Marketing trata de vender mais (hoje eu vendo 10, quero vender 100), para mais pessoas (se meu público atual é de 10 pessoas, quero que passe para 100) e com maior frequência (se eu fosse enganar alguém, como o faria comprar de novo, e de novo, e de novo…?).

E a reação dessa profissional não é um caso isolado. Muita gente (empresas e agências inclusive) pensam como ela. Ainda acham que vendas é responsabilidade do departamento comercial. Eu digo que não. Digo que vendas (e marketing) está presente em absolutamente todos os departamentos. Dos seguranças (afinal, ninguém faria compras se pudesse ser assaltado no local), à equipe de limpeza, do presidente, dos advogados, enfim tudo é vendas. 

E a sua agência precisa saber disso. Como eu disse certa vez para um criativo. Quer vender arte? Vá para uma galeria. Aqui precisamos vender nossos clientes.

mediocridade como objetivo

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Olhe para os produtos a sua volta.

Pense em como melhorá-los.

Não falo de funções super avançadas, pense no básico. Pense em como você usa, o que te incomoda, o que poderia ser facilitado.

O exercício é interessante.

Por exemplo, quem aqui tem aparelho eletrônico no quarto? Uma TV, um media center, um box da TV a cabo, etc. Não fica irritado com aqueles LEDs fortíssimos que deixam o quarto parecendo uma discoteca enquanto você tenta dormir?

Pois bem, é tão óbvio, simples e barato implementar uma solução para isso que dá até raiva. Não precisaria nem ter um sensor de luz para adequar automaticamente a intensidade do LED, bastaria uma configuração no menu do aparelho para desligar ou mudar para 10% da luminosidade padrão.

E o controle remoto, será que seria complicado criar um sistema para nunca mais ficar perdido? Bastaria apertar um botão na TV — que nunca sai do lugar — e o controle começaria a apitar, assim como fazem os telefones sem fio há anos.

A pergunta correta é, por que diabos nunca ninguém fez isso? Será que ninguém nunca pensou nisso? Duvido! Engenheiros e cientistas também usam aparelhos de TVs em casa.

Sir Jonathan Ive, Senior Vice President Industrial Design da Apple, disse em entrevista que seus concorrentes tem objetivos errados. Segundo ele, enquanto a Apple procura fazer produtos melhores, os outros tem foco em coisas diferentes, como um cronograma, um preço ou até um plano de marketing.

Mesmo se o objetivo fosse apenas lançar algo novo ou diferente, ainda assim o foco estaria errado. No final das contas, ser novo ou diferente sem ser melhor continua sendo uma jogada de marketing.

Eu sou mais direto e digo que o objetivo da maioria das empresas é a mediocridade.

Veja bem, ser medíocre é ser mediano. Se Sir Ive está correto — e eu acho que está —, para estas empresas, o produto é secundário. Se é secundário, não precisa ser o melhor, precisa ser entregue. O foco então é entregar com o mínimo possível.

Algumas indústrias fazem isso com “excelência”, lançando versões novas de produtos cuja mudança parece piada do programa Saturday Night Live. Algo tão comum como um modelo novo de carro com a mudança do desenho de sua lanterna como diferencial.

Existe um padrão que é colocado como patamar aceitável. Como um leilão da mediocridade, ganha quem der o menor lance, o menor incremento, a menor melhoria.

Por isso, quando a Apple lança um produto revolucionário, o mercado apenas muda sua régua, passando a lançar cópias desse produto.

O objetivo não é fazer melhor, e sim ter alguma desculpa para o pessoal de marketing tentar vender o produto. Usando o exemplo dos celulares, o invés de fazer algo melhor que o iPhone, os concorrentes lançam uma cópia barata com uma tela maior ou uma câmera com mais megapixels.

Nada diferente das melhorias incrementais e ordinárias que já eram feitas antes do patamar aceitável mudar de nível.

E por que isso acontece? Acredito na mesma explicação: também é uma questão de foco.

Antigamente as empresas iam até o mercado financeiro pegar dinheiro para financiar seus produtos e serviços. Com o sucesso, o lucro viria como consequência.

Em algum momento, algo deu errado e as empresas tiveram uma inversão de valores.

Agradar a necessidade de curto prazo do mercado financeiro passou a ser o objetivo e, como consequência, chegamos o cenário título deste post.

Pense nisso quando for dormir, enquanto o maldito LED fica olhando pra você.

o segredo do planejamento

Expuseram o segredo de todo planejamento de marketing e comunicação.

jabulani: o grande case de ativação

do mmonline

A polêmica em torno da bola Jabulani, criticada publicamente por alguns dos melhores jogadores do mundo, dominou as redes sociais durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Em cada uma das 64 partidas do último mundial, uma câmera focava a bola em cima de um pedestal e destacava o gesto do juiz da partida em colocá-la debaixo de um braço e levá-la ao centro do campo. Amada ou odiada, o fato é que se nunca se viu e se falou tanto de uma bola na história dos esportes. Os números de vendas comprovam. Desde seu lançamento em dezembro de 2009, durante o sorteio das chaves da Copa na Cidade do Cabo, a Adidas vendeu 50 milhões de unidades da Jabulani. A cifra é a mesma de sua antecessora, a Team Geist, bola oficial da Copa do Mundo de 2006. Apesar do empate nos números, o vice-presidente responsável pelo futebol da Adidas, Claus-Peter Mayer, aponta que os números foram obtidos com a Copa sendo realizada num mercado menos desenvolvido que o da Alemanha. “É a mais bem sucedida de todas desde que começamos a fornecer as bolas da Copa do Mundo há 40 anos”, disse o executivo alemão, nesta segunda-feira, dia 28, durante o painel “O Futebol e as marcas mundiais”, no Soccerex, maior feira de negócios do futebol do mundo que acontece no Rio de Janeiro.

Thierry Weil, diretor de marketing da FIFA que fez carreira de 20 anos dentro da Adidas, endossou o case da Jabulani como um dos mais bem sucedidos em termos de ativação. “As nossas propriedades são caríssimas por conta do alcance global que a Copa do Mundo tem. Mas não adianta nada investir esse dinheiro se não houver uma ativação à altura”, disse o executivo da FIFA. Segundo ele, há hoje 20 empresas que patrocinam a entidade em três níveis: os patrocinadores globais (FIFA Partners), os intermediários (FIFA Sponsors) e os locais (Local Sponsors). Juntas, essas empresas garantem um faturamento de US$ 3,4 bilhões por Copa.

 

Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú, conta que o banco tem 20 anos de história de patrocínios no Brasil. A marca, ao lado da Coca-Cola, é a única que faz parte do pacote futebol da TV Globo desde que a emissora adotou o formato de patrocínios para suas transmissões de futebol em 1991. O executivo conta que o crescimento desse envolvimento aconteceu por conta de pesquisas identificarem que havia um desejo de seu público nesse sentido. A grande oportunidade, conta Chacon, surgiu no apoio à candidatura brasileira para sediar a Copa de 2014. A Fifa chancelou a vitória brasileira em outubro de 2007 e concedeu ao Itaú o direito de ser a primeira marca integrante do time de patrocinadores locais. Dois anos depois, o banco estendeu seu apoio à Seleção Brasileira. Nesse movimento, o Itaú evitou a situação de conflito criada entre os bancos sul-africanos First National Bank, patrocinador da Copa; e do ABSA, patrocinador da seleção local. “Conseguimos amarrar as duas pontas e concentrar a marca Itaú como único banco da Copa no Brasil”, conta Chacon, que esteve na África do Sul durante o evento para acompanhar as ações de ativação de todas as marcas envolvidas no evento. Hoje, a Octogon é a agência de marketing esportivo responsável por todo o planejamento visando a Copa de 2014.

Outra marca novata em Copas é a Hublot. O CEO Jean-Claude Biver contou que a Copa do Mundo é para a grife de relógios de luxo uma oportunidade de se conectar com o público mais jovem e expandir as vendas globais. Em mercados como o do Brasil, o maior desafio é a tributação sobre a maioria dos produtos importados. Mesmo assim, o público brasileiro já deu mostras de seu potencial de consumo.: “Uma de nossas lojas em Miami registra 62% de seus clientes como brasileiros”, contou Biver.

seth godin at the art of marketing conference

Professional wrestling is fake. I don’t know if you knew that or not, but now you do. A trusted source has informed you that it’s fake. And since they did, professional wrestling hasn’t looked the same. You notice stuff now when you watch it.

Betty Crocker is not a real person. But in the 1930s, General Mills bought up 30 minutes of air time to have Betty Crocker answer questions and share recipes. General Mills, at one point, had 200 women employed to sign Betty Crocker’s name. And what General Mills noticed is that the more of a presence they had, the more people bought from them.

You shouldn’t worry about what’s next. You should worry about right now.

All your problems are perfect. If they weren’t perfect, you would’ve gotten rid of it a long time ago. And the only way you solve a perfect problem is by getting rid of the boundaries that makes it a problem for you.

This is the revolution of our time. It’s the only one we get. You forgot what it was like to go to work 15 years ago. No world wide web, they were just installing fax machines.

This revolution is massive. It’s something completely different.

Colonel Sanders spent his life driving from city to city. Not because he loved chicken, but because he loved a new way of doing business. Without him, there wouldn’t be franchises.

What you have to understand is that Henry Ford’s revolution is dying. His revolution was (1) interchangeable parts, (2) mass production, and (3) interchangeable people. His system had one weakness: not enough people. Not enough people who were willing to sit still and do what they’re told for 10 hours a day. Not enough skilled workers.

They want you to fit in so that they can ignore you. They want you to buy what the factories make so you have no choice but to work in the factory.

Every revolution destroys the revolution before it before it yields the good stuff.

Are you gonna win by being more obedient? Or are you going to win by being more graceful? Graceful is seeing and believing and connecting.

But have you worked with someone who is graceful? Someone who knows how to troubleshoot? If you have a map, you don’t need to troubleshoot? Yet, this isn’t what we teach our children. We raise them to comply and be obedient.

We no longer need to remember interesting facts. Wikipedia does that. We need to know how to solve problems.

All straight A’s teach you is that you’re good at school. But most of us don’t run schools. Yet we hire people that are good at school.

Every company that’s succeeding hasn’t succeeded because they’re compliant. They succeeded because they were connected.

Take North Korea. They’re really good at complying in North Korea, but we don’t buy North Korean products.

It’s really easy to make products, now. We figured out how to make a lot of things that work. The hard part isinventing and initiating.

Competence used to be very valuable. But now it’s only one click away. It’s pretty straight forward to find competence now.

In bowling, the best you can do is a 300. But it gets pretty boring watching people battle it out between a 298 and a 299. We need to avoid bowling. Bowling is about doing the same thing we did yesterday, over and over. But what people talk about is what’s new.

The average tenure of a CMO in the Fortune 500 is 18 months. They think they’re job is clever branding and great riffs. But, in fact, the M doesn’t stand for “marketing,” it stands for “movement.”

If you create a movement of people who want you to succeed, you will. But if you try to market at people, you will fail.

Che Guevera was a movement. The Grateful Dead wasn’t a band, they were a movement.

You don’t have an iPhone because it’s a good phone. You have it because it’s a badge. It makes you part of a movement and part of a tribe.

Most of us don’t do physical labor for a living. We do emotional labor. It the work of your heart.

Art had nothing to do with painting. There’s a town in China where all they do is replicate famous paintings. That’s not art. It’s painting.

When your receptionist is better than the automated system, that is art. She is connecting with people.

You cannot do art without generosity. And the magic of the web is that you can connect with people and be generous. It’s easier than ever to give your gift.

The thing about fitting in is being the most average. It’s amorphous. But what’s average?

Going to the edges: that’s easy. We know where the fringes are.

Take our lizard brain, the one responsible for fear, revenge and desire. Now, the lizard brain is wrong a lot. The lizard brain is often afraid. It will short-circuit everything. If a plane is going down, it’ll make you start screaming, but screaming doesn’t help keep the plane in the air.

But what the market rewards are people who are willing to fail. And There’s a crisis here: There’s something we know we can do, but we’re afraid.

The object is not how do I get people to buy this thing? It’s how do I spread the generosity? How do I get closer to the tribe?

We didn’t invent the internet so you could run ads. There are ads on the internet because marketers paid money of them and people are happy to take their money.

The opportunity, the thing that drives you, is that the factory and building and the bank aren’t as important as they used to be. Rather, it’s the opportunity to be human and to lead and to give and to connect.