me faz um emkt frente e verso…

Sim, parece absurdo, mas já foi pedido por um cliente… um emkt frente e verso.

Pelo amor de Deus, cliente, não pense que é porque você tem uma agência de propaganda que você não precisa entender do assunto.  Muito pelo contrário, é aí que você precisa conhecer ainda mais.

Calma, não to falando que você tem que saber photoshop, illustrator… não é isso.  Mas você precisa saber o que pedir, como pedir, pra que pedir.

Eu sei, já estive do outro lado, nem todas as empresas querem contratar um gerente de marketing, ou, quando tem, pouquíssimas pensam em contratar alguém de marketing para ocupar o cargo, geralmente sobra para a filha do dono, para uma amiga, um estagiário ou qualquer coisa do tipo (ou, no caso de meu primeiro emprego, para o filho de uma das clientes mais importantes).

Estude, se atualize, saiba falar com sua agência.  Não é porque a agência tem um cara de atendimento, que ele precisa saber (e fazer) tudo.  Ele é só a interface, só o elo de ligação entre a empresa (o que ela quer) e a agência.  E para que ele faça bem seu trabalho, o que a empresa quer precisa estar muito bem definido, desenhado.  É claro que tudo pode mudar, mas, ao menos, dê uma direção para sua agência, mas uma direção de alguém que saiba o que ta falando.

Lembre-se sempre que o resultado virá de acordo com o que você pedir.

É claro que nada disso se aplica a você, porque você já faz tudo isso, já estuda, se atualiza, já entende a sua agência, já a conhece…. mas, fale para aquele seu amigo que não sabe disso, começar a saber.

#tomás

deixem meu filho fora disso

– Pai, pai, rápido, me dá seu celular.
– Toma filho.
– Brigado pai.  E o moleque fica um puta tempo mexendo.  Eu penso.  Oras, ele sabe tirar fotos tão bem, porque tá mexendo tanto?
– O que você quer com o meu celular filho?
– Mandar um SMS para destravar uma fase do Ben10.
Ben 10
Pra quem não entendeu lhufas do que eu escrevi.  Como sempre existiu no mundo da propaganda (mas nunca comigo -pelo menos não comigo como pai), a mídia influencia as crianças para convencerem os pais a comprar o que elas querem.

Existe um personagem de um cartoon, chamado Ben10.  Tem o desenho, todas as peças de merchan possíveis e imagináveis e um jogo na internet.  Acontece que dentro do jogo da internet existem passagens secretas que só são liberadas se você enviar um SMS para o número X com a palavra Y.

Ou seja, “vendem” um jogo “gratuito” que obriga a criança a enviar um SMS e pagar por isso.   Então, meu querido filho (ele tem 4 anos) pegou meu celular para tentar enviar um SMS e liberar a fase.

p*taquep*ariuseumontedeestrumevag***&(@*(&)(@&*()*#&^$!_)(@&#()!_&*(^#$@*(_!@…

Deixem meu filho fora disso, além de totalmente anti-ético, isso é … feio (pra não dizer outra coisa).

Isso eu penso como pai.  Agora como um especialista em marketing, penso:  Ok, uma estratégia comercial -que eu jamais usaria- mas que pode ser válida.  Agora, isso sai pela culatra pois eu já tenho, agora, sérias restrições contra esse canal e os jogos online dele e, por isso, ficarei de olho e possivelmente não levarei meu filho mais aos eventos deles…

Valeu a pena?
_tco

diferença entre marketing e vendas

Marketing conta uma história que se propaga.

Vendas “supera” a resistência em dizer sim do cliente, é o ato final.  Um complementa o outro, um faz parte do outro.

Se você não pagar o vendedor -por qualquer razão: você chega direto no cliente- então, quem fará o trabalho de vendas?

A única resposta que me ocorre é: seus usuários, seus fãs, clientes.

Ou seja, caso você queira despedaçar sua equipe de vendas, deverá pensar muito bem em como encoragar seus clientes a virarem vendedores.

Capisci?

_tco

quando já é tarde demais

A maioria das empresas só se preocupa com seus clientes quando já é tarde demais.  Quando o cliente já está muito insatisfeito e quando já não há mais possibilidade de volta (ou quando, para voltar, os custos são muito altos).

Eu fico me perguntando.  Por que diabos elas são assim?  Será que é mais fácil/barato, se preocupar com 15, 20% dos clientes que ficam realmente insatisfeitos com os péssimos serviços das empresas do que manter um bom serviço, ou, pelo menos, manter um trabalho constante de manutenção com toda a base?  Se as pesquisas estão certas e 1 cliente insatisfeito impacta 6, 15% da base insatisfeita irá impactar…. toda a base?  É algo a se considerar.

Mas a maioria ainda prefere tentar sobreviver fazendo o que é mais seguro (ou pelo menos o que eles acham que é mais seguro), porém, o que eles se esquecem, é que o mais seguro os deixam menos visíveis, menos visíveis significa menos oportunidades e esse é o caminho mais rápido para o … fim.  

_tco

não quero parecer um idiota….

Recorro mais uma vez ao brilhantismo dos outros.  Por mais que isso seja sabido, infelizmente a idéia não veio de mim então, obrigado Godin. Mas eu sempre vejo isso acontecendo, como deve acontecer com muitos outros aqui, eu imagino.

O que você quer da sua vida?  Quais seus objetivos?  Eu quero ajudar os outros.  Ah, eu quero poder ficar rico.  Já eu, humm, eu quero fazer coisas notáveis.

Na verdade o que eles dizem é:  Eu não quero parecer idiota.  Não quero que os outros riam de mim.

E como diz o Seth Godin em seu post, isso é realmente muito fácil.  Basta não fazer nada.

_tco

por falar em globalização … alguém ainda fala nisso?

Ok, ok, o assunto é mais velho que meu vô, mas tem muito diretor de multinacional que não se ligou nisso ainda.  Para eles, que deveriam ler esse artigo aqui e aplicar as suas vidas de diretores.

Enfim.  Estava vendo o Mundo do Marketing, site que fala de Marketing e traz frequentemente uma newsletter sobre o assunto, abordar a Starbucks, mundialmente conhecida rede de cafés.  No Brasil, sucesso total, lojas cheias, preços extra-premium por um café de gosto … particular, há quem goste, há quem prefira outros tipos mas enfim, não quero entrar, aqui, neste mérito.

A grande questão aqui é a seguinte.  Enquanto no Brasil a Starbucks comemora seus 02 anos de vida e colhe os louros da vitória, nos U S and A, eles vão de mal a pior.  Motivo:  perderam suas raízes.  Inovaram pro lado errado.  Aquele aroma agradável do café, segundo seus consumidores foi substituído pelo cheiro de baicon e refeições quentes das lanchonetes de fast food.  “Tudo para atingir um novo público segundo o diretor de marketing”.

Cagada feita, cagada assumida, já estão correndo atrás do prejuízo e voltando as raízes.  Mas, todavia, porém, contudo, aqueles diretores de marketing, que cuspiam globalização alguns anos atrás, e hoje não falam mais o termo por estar demodé, mas o interiorizaram de tal forma que tá difícil tirar, acham que por que uma empresa está em uma  situação em um determinado local ela, automaticamente, está na mesma situação em outro.

Dane-se o mercado daquele país, não importa a empresa (seus colaboradores, fornecedores, parceiros), o que importa é a situação da matriz e, por isso aplicam a mesma estratégia da matriz para todas as suas filiais.  Ledo engano.  Enquanto isso continuar, outras empresas, mais ágeis, continuarão … tomando cafézinho.

_tco

os curiosos resultados do google

Não quero questionar a importância do Google, pelo contrário, eu adoro o Google.  O marketing hoje, começa com um Google.

Eu já começo a dizendo isso pois vou comentar algumas observações que fiz no meu blog e  isso, certamente, irá gerar polêmica.

Olhando no painel de controle do meu blog, vejo que o google traz constantemente diversos internautas para as minhas páginas.  Eu tenho em média pouco mais de 100 visitantes diários, 10-15% deles trazidos pelas ferramentas de busca.  Olha que interessante. O cara digita lá: martelo e vai para o meu post de afie os machados.  Ou então viagem e vai para a nômade do skype.  Se preferir, temos o cara que digita álcool e vai para o santo paulo bar. Por favor, me interrompa quando a bizarrize atinjir o seu limite.

Não estou falando mal do google, repito.  Até porque por mais modernos que sejam seus robôs, não tem como o cara identificar tudo e, para evitar isso, antes do indivíduo clicar no meu blog ele tem uma prévia deste para poder pensar se isso tem ou não alguma relevância com o que ele quer.

Isso só me faz pensar em duas coisas:  1. Ou neguinho não faz a menor idéia do que está procurando e o Google responde qualquer coisa e o cara aceita.  2. Ou o cara sabe o que está procurando mas, no meio de sua busca perde completamente seu rumo inicial e começa a divagar pelas páginas da internet, o que leva a outra conclusão.  Até onde os mecanismos de buscas são realmente eficientes (sim, eles são) mas, como devemos controlar os nossos funcionários enquanto eles usam tais ferramentas. Porra, de novo aquele papo de controlar internet? PeloamordeDeus, vai começar com isso?

A pergunta é: como usar isso em vantagem da nossa (sua) empresa?

_tco