quando meu sobrenome é o nome da empresa que trabalho…

Parece engraçado, mas cada vez mais os profissionais estão tentando se firmar usando o nome das empresas que trabalham.  Se esqueceram de que seus principais ativos são … eles mesmos.  Hoje estão na Volkswagem e amanhã podem estar na IBM, Intel, Petrobrás, Microsoft ou sei lá o que … ou até mesmo eles mesmo podem montar uma empresa deles, como muitos profissionais fizeram com brilhantismo e ganham muito mais dinheiro com muito mais tranquilidade.

O real problema disso tudo, na minha modesta opinião é que além de perderem diversas oportunidades  de crescimento, ficam míopes e deixam de conseguir novos parceiros ou, pelo menos, deixando de tratar bem esses parceiros, perdem grandes aliados (exatamente como as empresas que tratam “mal” seus funcionários).

Mas … vivendo e aprendendo.

_tco

nós só copiamos o que não presta

Me lembro como se fosse hoje.  Eu, meu pai e primo no carro.  Não tinha mais do que 10 ou 12 anos.  Eu tentava convencer o velho de me levar ao McDonald’s.  O velho odiava (ainda odeia) o McDonald’s.  Sempre gostou da organização, da rapidez com que faziam as coisas, mas sempre disse que isso não prestava pra comida.  Não se pode comer com pressa.  Esta com pressa?  Não coma.  E claro, a qualidade da comida é horrível.  E ele falava.  Com tanta coisa que os americanos tem de bom, por que a gente só copia o que não presta?

crianças copiando

crianças copiando

Enfim, que o marketing -eu estou falando MARKETING, não propaganda- dos americanos está a frente do nosso é bastante verdade.  E que isso se reflete nos livros de negócios, nos autores dedicados ao tema, nos próprios blogs e no conteúdo de uma forma geral é até um caminho natural.

Agora, ao invés de copiarmos apenas a parte “escrota” dos orkuts, facebooks, video-games, etc, etc, etc, por que não copiarmos também as partes boas disso tudo?  Scribd, Digg, etc, etc, etc.

Mesmo algumas iniciativas Skoob, por exemplo, acabam descambando para outro lado e não para o compartilhamento de conteúdo livre.

A grande pergunta é:  como mudar isso?

_tco

cada vez mais jovens? cada vez mais cedo?

Ontem meu filho foi passar a tarde, depois da escola, na casa de um amigo. Tudo bem, já estou me acostumando (o moleque tem 03 anos).

No meio da tarde recebo um email do pai deste amiguinho, que se tornou meu amigo. Ele dizia: você está preocupado com o seu filho? Porque ele não está nem aí pra você, e me mandou a foto abaixo.

video-game

Com 03 anos eu não jogava video-game. E olha que eu adorava video-game e comecei cedo. Com 03 anos eu não sabia que dava pra ligar o video-game (que eu nem tinha) online (que nem existia) e jogar com amigos (esses, pelo menos, eu tinha) e fazer campeonatos com pessoas de todo o mundo.

Ok, ok. Justo você que vive pregando essas mudanças vem falar disso agora, está parecendo um velho de 100 anos falando de caixas-eletrônicos, meu leitor mais assíduo (existe algum?) pode pensar.
Eu sei, mas estou dizendo isso justamente para mostrar o impacto que essas coisas têm no dia-a-dia. O marketing mudou, a comunicação mudou, e você?