tecnologia libera a criatividade?

spyke lee

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Spike Lee, um dos mais influentes cineastas e diretores da atualidade, realizou conferência de imprensa na tarde desta quinta-feira no Festival de Cannes, na França. O Adnews estava lá e, entre destaques, Lee falou sobre o projeto MOFILM, plataforma digital de conteúdo, do qual é um dos apoiadores, e novas formas de convergir tecnologia e publicidade com produção de filmes.

Fiona Bosman, executiva da Nokia, cliente da MOFILM, e Andy Baker, CEO da organização, também estavam à mesa. Lee estava descontraído, brincou com jornalistas, e inclusive disse amar o Brasil.

Ele manteve sua postura de defensor do conteúdo gerado por produtores independentes e fez uma previsão: “anotem esta data (25/06/2009). Alguém que começou nos dias de hoje com um celular na mão será um grande cineasta amanhã”.

Lee considera “maravilhosa” a possibilidade de cada usuário gerar conteúdo. No campo da tecnologia, o cineasta credita isso à explosão digital, que, segundo ele, “libera a criatividade das pessoas” e principalmente dos jovens. Apoiado pela Nokia, Lee e Fiona concluem que este novo movimento é uma boa oportunidade para gerar engajamento entre marcas e pessoas.

O fácil acesso proporcionado pela tecnologia também foi citado. Atualmente, os equipamentos de vídeo são acessíveis e permitem a expansão do modelo. “Não precisamos mais fazer uma faculdade para trabalhar com produção de vídeos”, lembra. O cineasta citou a importância da internet quando o assunto é produzir filmes nesta nova era. Segundo ele, o meio digital abre possibilidades e implementa a qualidade nas criações de conteúdo e informação.

Publicidade

Spike Lee elogiou ainda a qualidade do setor de propaganda no Fesival de Cannes. Afirmou que a indústria de filmes recorre aos profissionais deste mercado por causa da “excelente qualificação” que apresentam. Também reforçou que acredita na sinceridade do meio, já que o setor se baseia em resultados de campanhas, segundo so quais não há como trapacear.

Jurado em Cannes em 2008, o cineasta confessou a dificuldade atuar nesta condição. De acordo com ele, a subjetividade dá o tom num júri e preferências pessoais falam alto, o que pode causar perda de imparcialidade no julgamento.

_Do AdNews