500 reais pagam 500 reais

Vai contratar alguém, por favor, lembre-se disso.

Coitada da recepcionista.  A “patroa” que pagar o mínimo possível escolhe (desculpe o termo) a piorzinha -quero pagar pouco, essa está ótimo.

Mas, como assim, você não sabe mexer direito no office? Menina, para editar isso tem que clicar com o botão direito.  Como assim, é copy e depois paste.  Poxa, olha como fala com o cliente. mais modos… mas, você não quis a mais barata, tenha, pelo menos, paciência.

Estagiário então, coitado.  É o que mais sofre. Esse cargo foi criado para o cara aprender, dando uma mão, uma força, mas é exigido como se fosse profissional experimentado, de longa data, aliás, tem sempre que perder aula por causa do trabalho (conceitualmente isso deveria ser inaceitável).  E ainda reclamam que deu pau na impressão e vai dar prejuízo na gráfica.

Enfim, como diria um amigo meu.  Você quer.  Paaaaaga.

#Tomás

o peixe, a agência e os cargos

Comercial x Atendimento.

O que é um, o que é outro?  Tudo bem que isso nunca foi consenso, porém a confusão parece crescer mais e mais.  A verdade é que eles não são a mesma coisa e que um não vive (ou não poderia) viver sem o outro.  No mundo maluco de hoje pode até ser que uma mesma pessoa acumule as duas funções, porém, ainda assim as funções não são iguais.

Comercial:  é o cara que abre portas.  Poxa, eu não conheço ninguém na empresa XPTO, é função do comercial conhecer ou, se não conhece dar seus pulos para tal.

Atendimento:  é o cara que garante a satisfação do cliente.

Em uma agência de propaganda a confusão começa porque, geralmente, nas que tem comercial não tem atendimento.  O mesmo cara acumula as duas funções e, nas grandes que só tem atendimento (porque o comercial fica a cargo dos big-shots), ninguém precisa abrir porta nenhuma mesmo.

O comercial tem skills muito mais de relacionamento puro, usa seu networking em função do trabalho 24 horas por dia.  Já o atendimento precisa conhecer um pouco mais do negócio do cliente (e da agência).  Precisa entender algumas siglas -pra ser bem babaca- e sustentar uma conversa mais densa sobre marketing ou comunicação com o cliente por algum tempo -mas é claro que o atendimento não tem a maestria que tem o comercial, pelo menos não em determinadas áreas.

E a confusão continua porque ao invés dos dois se unirem para aproveitar o que cada um tem de melhor, um fica de rixa com o outro tentando provar que é melhor ou que “esse papo de conhecer o mercado do cliente” é babaquice, o cliente que mesmo é uma loira peituda ou alguém que saiba pedir bons vinhos em um jantar.

No final das contas o atendimento não abre tantas portas quanto um comercial abriria e o comercial, além de não saber o que fazer depois que a porta foi aberta (ou então, de ficar sentado na frente do cliente como um cachorro de padaria, esperando chegar o próximo briefing), fica limitado a um número X de clientes enquanto poderia abrir inúmeras novas contas.

E tão ruim quanto tudo isso são os donos da agência que permitem que isso aconteça.

 

bobo

bobo

 

 

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