NAKED BRASIL

NAKED BRASIL

retirei isso da descrição da Naked Brasil. faz muito sentido e me deixa com raiva de não ter sido eu o autor, rs.

Missão
Nós acreditamos que:

#1. Tudo comunica.
Você pode ter o melhor anúncio de TV no mundo. Porém, se o atendente do seu call center for rude com seus clientes, isso não te ajuda em nada.

#2. Seus clientes são seus parceiros.
A linguagem do marketing às vezes soa como a indústria travando uma guerra contra as pessoas. Não gostamos de palavras como “consumidores”, targeting, etc., quase sempre derivadas de linguagem usada em conflitos. As pessoas sempre serão um dos canais de comunicação mais poderosos para uma marca. Enxergá-las como seu parceiro e colocá-las no centro da comunicação nos ajuda a sermos verdadeiros em tudo que fazemos.

#3. Veja a imagem inteira.
Nosso trabalho é orientado por insights. Antes de desenvolver qualquer projeto, vamos ao centro de todas as questões e oportunidades.

#4. Sempre existe uma maneira melhor.
Sempre achamos que existe uma maneira melhor e não descansamos até encontrá-la

me faz um emkt frente e verso…

Sim, parece absurdo, mas já foi pedido por um cliente… um emkt frente e verso.

Pelo amor de Deus, cliente, não pense que é porque você tem uma agência de propaganda que você não precisa entender do assunto.  Muito pelo contrário, é aí que você precisa conhecer ainda mais.

Calma, não to falando que você tem que saber photoshop, illustrator… não é isso.  Mas você precisa saber o que pedir, como pedir, pra que pedir.

Eu sei, já estive do outro lado, nem todas as empresas querem contratar um gerente de marketing, ou, quando tem, pouquíssimas pensam em contratar alguém de marketing para ocupar o cargo, geralmente sobra para a filha do dono, para uma amiga, um estagiário ou qualquer coisa do tipo (ou, no caso de meu primeiro emprego, para o filho de uma das clientes mais importantes).

Estude, se atualize, saiba falar com sua agência.  Não é porque a agência tem um cara de atendimento, que ele precisa saber (e fazer) tudo.  Ele é só a interface, só o elo de ligação entre a empresa (o que ela quer) e a agência.  E para que ele faça bem seu trabalho, o que a empresa quer precisa estar muito bem definido, desenhado.  É claro que tudo pode mudar, mas, ao menos, dê uma direção para sua agência, mas uma direção de alguém que saiba o que ta falando.

Lembre-se sempre que o resultado virá de acordo com o que você pedir.

É claro que nada disso se aplica a você, porque você já faz tudo isso, já estuda, se atualiza, já entende a sua agência, já a conhece…. mas, fale para aquele seu amigo que não sabe disso, começar a saber.

#tomás

quem compra parafuso é diretor de almoxarifado (tal como visto no coxa creme)

A briga já é antiga sobre esse assunto também.  É um tal negócio de cliente querendo padronizar os preços para que depois possa diminuí-los todos juntos.  E não é só na área de mídia, como está muito bem escrito pelo Cava no Coxa Creme (www.coxacreme.com.br), em todas as áreas de marketing, agências de eventos, de inteligência de mercado, de branding, etc, etc, etc, etc….  

Segue o texto do Cava … mais uma vez, obrigado Cava.

Quem acredita em comunicação não deveria ajudar a transformar este mercado em commodity, por mais que isso economize custos no curto prazo.

A lógica é bem simples, o que se compra na agência é criatividade e estratégia (vulgo planejamento de marca, planejamento de mídia e criação), mas paga-se por outra coisa, a mídia.

É relativamente fácil cobrar da agência para ela diminuir sua margem, basta pagar menos e cobrar a mesma entrega de mídia. Fácil de cobrar pois 30 segundos na emissora tal continuam sendo 30 segundos na mesma emissora.

O problema é que esta margem subsidia as equipes de inteligência da agência, inclusive a inteligência de mídia. Equipes que são punidas com este estrangulamento de margem, afinal, agência não é ONG e também corre atrás do lucro.

É ruim para o anunciante, que continua levando um monte de mídia, mas fazendo o pior uso dela. Justamente o que ele queria evitar ao contratar uma agência.

E pior para o diretor de marketing, que se deseja fazer diferença ou alavancar sua carreira, certamente não será nesta redução de custos.

o peixe, a agência e os cargos

Comercial x Atendimento.

O que é um, o que é outro?  Tudo bem que isso nunca foi consenso, porém a confusão parece crescer mais e mais.  A verdade é que eles não são a mesma coisa e que um não vive (ou não poderia) viver sem o outro.  No mundo maluco de hoje pode até ser que uma mesma pessoa acumule as duas funções, porém, ainda assim as funções não são iguais.

Comercial:  é o cara que abre portas.  Poxa, eu não conheço ninguém na empresa XPTO, é função do comercial conhecer ou, se não conhece dar seus pulos para tal.

Atendimento:  é o cara que garante a satisfação do cliente.

Em uma agência de propaganda a confusão começa porque, geralmente, nas que tem comercial não tem atendimento.  O mesmo cara acumula as duas funções e, nas grandes que só tem atendimento (porque o comercial fica a cargo dos big-shots), ninguém precisa abrir porta nenhuma mesmo.

O comercial tem skills muito mais de relacionamento puro, usa seu networking em função do trabalho 24 horas por dia.  Já o atendimento precisa conhecer um pouco mais do negócio do cliente (e da agência).  Precisa entender algumas siglas -pra ser bem babaca- e sustentar uma conversa mais densa sobre marketing ou comunicação com o cliente por algum tempo -mas é claro que o atendimento não tem a maestria que tem o comercial, pelo menos não em determinadas áreas.

E a confusão continua porque ao invés dos dois se unirem para aproveitar o que cada um tem de melhor, um fica de rixa com o outro tentando provar que é melhor ou que “esse papo de conhecer o mercado do cliente” é babaquice, o cliente que mesmo é uma loira peituda ou alguém que saiba pedir bons vinhos em um jantar.

No final das contas o atendimento não abre tantas portas quanto um comercial abriria e o comercial, além de não saber o que fazer depois que a porta foi aberta (ou então, de ficar sentado na frente do cliente como um cachorro de padaria, esperando chegar o próximo briefing), fica limitado a um número X de clientes enquanto poderia abrir inúmeras novas contas.

E tão ruim quanto tudo isso são os donos da agência que permitem que isso aconteça.

 

bobo

bobo

 

 

_tco

puxa saquismo X profissionalismo

A discussão é velha no mundo da comunicação.   Cliente e agência.  Como deve ser a relação?  -Aliás, não apenas entre cliente e agência, e sim entre todas as profissões que envolvam clientes (até mesmo entre agências e seus fornecedores eu vejo isso acontecendo).

puxa-saco

puxa-saco

O fato é que, de uns anos prá cá (minha história neste mundinho é relativamente curta, pouco menos de 10 anos), vivemos uma forte tendência aonde sai de cena o puxa-saquismo (auqele modelo de relacionamento puro) e entra em voga o do profissinalismo (aonde o cara tem noções de relacionamento, é claro, mas o foco está muito mais no lado profissional, nas soluções oferecidas, nas idéias e até em bater o pé quando o cliente pede porcaria).

É claro que ambos sistemas tem seus lados bons e ruins.  Mas eu, como fui criado no método profissionalismo (afinal, não sou mulher bonita, tampouco tenho mais de 1,80m e seis gomos na barriga) defendo o meu lado e digo espantado uma coisa:  Miutos clientes (com algumas excessões, é claro) ainda preferem o método antigo, mesmo com todos os pontos contra.

O cliente prefere uma pessoa do lado dele o tempo todo, servindo de babá e falando exatamente o que ele quer ouvir, mesmo que isso signifique, no futuro, você vai perder o seu emprego.  O cliente prefere isso a alguém que lhe diz: “pense bem, se você fizer isso as consequências serão essas, ao passo que, se fizer isso, poderá ter isso e isso e isso”.

É claro que a agência de marketing ou comunicação não está sempre certa, o que fazemos é somar nosso expertise ao do cliente, mas ser uma vaquinha de presépio que concorda com tudo e só discorda na hora de amenidades insignifcantes faz muito mal para o cliente… e muitos deles ainda gostam disso.

Calma chefe (sim, o cliente é meu chefe, mais meu chefe que você, Vila), não estou dizendo que você precise aturar gente chata que conteste tudo, mas se o cara concordar com tudo que você fala, das duas uma:  ou você é Deus, ou cara é um m*****.  E, como eu não sou puxa-saco.  Você não é Deus, sinto muito.

_tco

extra, extra!! breaking news

Em almoço com uma cliente ouvi a seguinte frase.

“-O problema na grande maioria das vezes não é a agência, é o próprio cliente.”

Obviamente que ela não quis se identificar, porém, consegui tirar uma foto em um momento de distração.

_tco

qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência