nossa.. que mudança

Para quem ler a reportagem que saiu no AdNews sobre a nova era da TV que o últtimo episódio de LOST marcou, verá que, a grande mudança, o “fim” da pirataria que ele causará se dará simplesmente porque ele fará o que a pirataria faz, ou seja, disponibilizará o mais novo capítulo para todo mundo ao mesmo tempo… grande mudança.

Final de Lost marca nova era da TV

O último capítulo de “Lost” marcou uma grande mudança na maneira de se ver TV. Para coibir a pirataria, o desfecho da série foi ao ar ao vivo em vários países simultaneamente e já estava disponível na internet com legendas em diversas línguas pouco tempo após a exibição. Para que isso fosse possível, a Disney fechou acordo com emissoras europeias, do Canadá e Israel. O Brasil, junto com outros 59 países, transmitirão o episódio em no máximo 48h – geralmente, espera-se até seis meses depois da exibição nos EUA.

O episódio, que vai ao ar nesta terça-feira (25), mantém os quatro patrocinadores que estiveram presentes na sexta temporada: Ford, Santander, Naturetti e Oi. Além deles, outras empresas também terão cota de participação para o final de Lost: VW, iG, Boeringher (Pharmaton), Unilever, Fiat, Montana Grill e Mitsubishi confirmaram presença.

A estratégia inovadora é parte da “reação” da televisão frente ao crescimento constante da internet, que ameaça até as produções cinematográficas mais caras, como “Avatar”, que já estava disponível na rede após o primeiro dia de exibição do filme nos cinemas.

No Brasil, a pirataria também teve grandes aparições, como o que ocorreu com o filme “Tropa de Elite”, que antes mesmo de finalizado já era vendido nas ruas com diversos nomes diferentes. Por isso, estratégias como a de Lost podem servir de opção para pelo menos retardar a distribuição ilegal.

Outra iniciativa que desvenda os novos rumos da TV é o uso do 3D. Enquanto o episódio final de Lost era transmitido, a RedeTV! exibia, pela primeira vez no Brasil, um programa ao vivo em três dimensões. O “Pânico”, atração escolhida como pioneira, foi visto pelos poucos detentores de aparelhos de TV adeptos à tecnologia no Brasil, mas mostra um cenário que se desenha com mais nitidez.

“Não dá para ignorar o crescimento da internet e achar que não ofenderá nosso mercado. Daqui a pouco a maior TV do Brasil vai faturar menos do que o maior portal de internet do país”, sentencia Kalled Adib, superintendente de operações da emissora, que pretende continuar as operações em 3D com o “Superpop” e o futebol.

Modelo desgastado

Para a professora associada da Utah State University, Cacilda M. Rêgo, “o fim da televisão brasileira como conhecemos é uma questão de tempo, ou de muito pouco tempo”. Cacilda, que esteve presente no Celacom 2010 – XIV Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação, acredita que o futuro da TV será algo como um “portal de televisão com convergência de mídias”, com um novo telespectador, que navegará de várias formas e assistirá TV por diversas mídias.

Outra observação durante o evento saiu de Ana Carolina Rocha Temer, pesquisadora da Universidade Federal de Goiás e da Universidade Metodista de São Paulo. Ana Carolina lembrou que “o Brasil nunca esteve com tanto aparelho de televisão ligado. Tem TV ligada no supermercado, nas casas. O aparelho de TV é onipresente. Então é um paradoxo dizer que a televisão está em crise”.

A Publicidade

Além da pirataria descontrolada, outra preocupação à televisão está na publicidade. Em 2008, a web bateu a telinha na Inglaterra em anúncios, o que pode se tornar uma tendência no mercado.

No Brasil, a TV aberta ainda detém o maior filão de publicidade, com 60% do mercado. A internet, apesar de correr a passos largos, ainda corresponde a somente 5% dos investimentos.

De acordo com o Ibope, os brasileiros – assim como boa parte do mundo – continuam dando preferência à programação convencional. Por aqui, os telespectadores consumiam 4h37 de TV por dia em 2001, marca que subiu para 5h18 em 2009.

Mas como ainda não há medição concreta do quanto se assiste da programação em outras plataformas, o impacto real ainda não foi sentido. Hoje em dia, boa parte dos telespectadores não se concentra mais na televisão, tendo migrado para o computador e o celular.

Com informações de Daniel Castro (R7) e da Folha.com

Redação Adnews

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Sobre tomás
Me chamo Tomás Oliveira, 31 anos, paulistano, nascido no Itaim, profissional de marketing e vendas. Tenho um filho de 07 anos, que começa a me desafiar, tentando provar que c* não é palavrão, Torcedor (não mais tão fanático quanto antes) do São Paulo, amante de leitura, cinema e jogar bola, adoro blues, jazz e rock´n´roll e outras coisas mais. Estou aqui para aprender e passar um pouco do que eu aprendi. É isso, acredito que já dá pra ter uma idéia.

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