o peixe, a agência e os cargos

Comercial x Atendimento.

O que é um, o que é outro?  Tudo bem que isso nunca foi consenso, porém a confusão parece crescer mais e mais.  A verdade é que eles não são a mesma coisa e que um não vive (ou não poderia) viver sem o outro.  No mundo maluco de hoje pode até ser que uma mesma pessoa acumule as duas funções, porém, ainda assim as funções não são iguais.

Comercial:  é o cara que abre portas.  Poxa, eu não conheço ninguém na empresa XPTO, é função do comercial conhecer ou, se não conhece dar seus pulos para tal.

Atendimento:  é o cara que garante a satisfação do cliente.

Em uma agência de propaganda a confusão começa porque, geralmente, nas que tem comercial não tem atendimento.  O mesmo cara acumula as duas funções e, nas grandes que só tem atendimento (porque o comercial fica a cargo dos big-shots), ninguém precisa abrir porta nenhuma mesmo.

O comercial tem skills muito mais de relacionamento puro, usa seu networking em função do trabalho 24 horas por dia.  Já o atendimento precisa conhecer um pouco mais do negócio do cliente (e da agência).  Precisa entender algumas siglas -pra ser bem babaca- e sustentar uma conversa mais densa sobre marketing ou comunicação com o cliente por algum tempo -mas é claro que o atendimento não tem a maestria que tem o comercial, pelo menos não em determinadas áreas.

E a confusão continua porque ao invés dos dois se unirem para aproveitar o que cada um tem de melhor, um fica de rixa com o outro tentando provar que é melhor ou que “esse papo de conhecer o mercado do cliente” é babaquice, o cliente que mesmo é uma loira peituda ou alguém que saiba pedir bons vinhos em um jantar.

No final das contas o atendimento não abre tantas portas quanto um comercial abriria e o comercial, além de não saber o que fazer depois que a porta foi aberta (ou então, de ficar sentado na frente do cliente como um cachorro de padaria, esperando chegar o próximo briefing), fica limitado a um número X de clientes enquanto poderia abrir inúmeras novas contas.

E tão ruim quanto tudo isso são os donos da agência que permitem que isso aconteça.

 

bobo

bobo

 

 

_tco

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Sobre tomás
Me chamo Tomás Oliveira, 31 anos, paulistano, nascido no Itaim, profissional de marketing e vendas. Tenho um filho de 07 anos, que começa a me desafiar, tentando provar que c* não é palavrão, Torcedor (não mais tão fanático quanto antes) do São Paulo, amante de leitura, cinema e jogar bola, adoro blues, jazz e rock´n´roll e outras coisas mais. Estou aqui para aprender e passar um pouco do que eu aprendi. É isso, acredito que já dá pra ter uma idéia.

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