puxa saquismo X profissionalismo

A discussão é velha no mundo da comunicação.   Cliente e agência.  Como deve ser a relação?  -Aliás, não apenas entre cliente e agência, e sim entre todas as profissões que envolvam clientes (até mesmo entre agências e seus fornecedores eu vejo isso acontecendo).

puxa-saco

puxa-saco

O fato é que, de uns anos prá cá (minha história neste mundinho é relativamente curta, pouco menos de 10 anos), vivemos uma forte tendência aonde sai de cena o puxa-saquismo (auqele modelo de relacionamento puro) e entra em voga o do profissinalismo (aonde o cara tem noções de relacionamento, é claro, mas o foco está muito mais no lado profissional, nas soluções oferecidas, nas idéias e até em bater o pé quando o cliente pede porcaria).

É claro que ambos sistemas tem seus lados bons e ruins.  Mas eu, como fui criado no método profissionalismo (afinal, não sou mulher bonita, tampouco tenho mais de 1,80m e seis gomos na barriga) defendo o meu lado e digo espantado uma coisa:  Miutos clientes (com algumas excessões, é claro) ainda preferem o método antigo, mesmo com todos os pontos contra.

O cliente prefere uma pessoa do lado dele o tempo todo, servindo de babá e falando exatamente o que ele quer ouvir, mesmo que isso signifique, no futuro, você vai perder o seu emprego.  O cliente prefere isso a alguém que lhe diz: “pense bem, se você fizer isso as consequências serão essas, ao passo que, se fizer isso, poderá ter isso e isso e isso”.

É claro que a agência de marketing ou comunicação não está sempre certa, o que fazemos é somar nosso expertise ao do cliente, mas ser uma vaquinha de presépio que concorda com tudo e só discorda na hora de amenidades insignifcantes faz muito mal para o cliente… e muitos deles ainda gostam disso.

Calma chefe (sim, o cliente é meu chefe, mais meu chefe que você, Vila), não estou dizendo que você precise aturar gente chata que conteste tudo, mas se o cara concordar com tudo que você fala, das duas uma:  ou você é Deus, ou cara é um m*****.  E, como eu não sou puxa-saco.  Você não é Deus, sinto muito.

_tco

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Sobre tomás
Me chamo Tomás Oliveira, 31 anos, paulistano, nascido no Itaim, profissional de marketing e vendas. Tenho um filho de 07 anos, que começa a me desafiar, tentando provar que c* não é palavrão, Torcedor (não mais tão fanático quanto antes) do São Paulo, amante de leitura, cinema e jogar bola, adoro blues, jazz e rock´n´roll e outras coisas mais. Estou aqui para aprender e passar um pouco do que eu aprendi. É isso, acredito que já dá pra ter uma idéia.

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