qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência

os vendedores não deveriam … vender?

Cá estou, trabalhando na agência. Chega na recepção uma moça, de uns 20 tantos anos.  Ela é a vendeda de uma produtora de vídeo.  Legal, adoro produtoras de vídeo.

A animação, porém, acabou nos primeiros 05 segundos.  Isso porque a reunião não era comigo… eu apenas estava na mesma sala, caso contrário, teria acabado antes.

Pô… um vendedor deve, vender.  Para isso ele deve captar a atenção do possível cliente, e não falar sem parar sobre si mesmo e a sua empresa.  Ele deve falar sobre como o cliente terá vantagens usando os seus produtos, sobre o por quê escolher a empresa dele e não uma das muitas concorrentes. Mostrar os clientes que atualmente usam, dar testemunhais, enfim…

Quem é que gosta de alguém que vai na sua empresa, toma seu tempo e não pára de falar de si?  Estou aqui escrevendo enquanto nossos produtores estão, de alguma forma, tentando trucidar a pobre coitada, mas não conseguem pois ela não pára de falar.

Estou imaginando qual será o resultado dessa visita de vendas (e ela ainda chegará para seu gerente e dirá… nossa, eu sou muito boa, todos ficaram me ouvindo).

Boa sorte.

isso funciona?

Ainda lendo o m&m, vejo uma propaganda da TGESTIONA, serviço de soluções empresariais da Telefônica.

No anúncio, maravilhoso, a Y&R (que, por sinal, ganhou prêmio com este anúncio) usa jogos de lógica para divulgar os produtos de seu cliente.  Até aí tudo ótimo.  Na hora que eu vi, entrei no site para ver os outros desafios.  Acertei dois e errei um.  Fechei o site e voltei a trabalhar.

E aí?  O anúncio funcionou?  Eu entrei no site deles mas… não vi nada referente aos seus serviços (e eu sou um cliente em potencial).  Ok, ok.  Deve funcionar para muitas pessoas, eu não sou base de nada… mas, funcionou pra você?

 

_tco

revista piauí: surpreendente

Lendo o Meio & Mensagem de hoje li uma declaração do João Moreira Salles, publisher da revista Piauí.

O risco das pesquisas é descobrir o que o leitor quer ler e fazer algo moldado ao gosto dele, e que não o surpreende, uma revista utilitária.  O legal é ele receber uma revista que não sabia que queria ler.

Fantástico.  Quem usava essa filosofia era o fundador da Sony, Akio Morita.  Diversos produtos inovadores surgiram por conta disso.  Para ele, o segredo estava justamente em saber o que o consumidor irá precisar e ainda não sabe (na verdade, essa é uma das filosofias do marketing, mas pouco aplicada).

Meus parabéns, se eu tivesse um chapéu, o tiraria para o Salles.

As “novas” crianças

Estudo mostra que, se uma criança “nova” (ou seja, as que atualmente são crianças) são tão multi-tarefas que, se elas executassem apenas uma tarefa por vez, ao invés de 24 horas, o seu dia deveria ter 27, afim de que elas conseguissem executar tudo o que executam.

Uma mãe que chega no quarto da filha fica abismada com a quantidade de coisas que a menina faz.  MSN, blog, TV, Rádio, Twitter e celular.  Sua mãe chega e diz.:  Nossa filha, eu precisava falar com você, mas to vendo que tá toda ocupada.

-Não mãe, que isso, pode falar.  Eu não to fazendo nada.

Aquela expressão de que o cara cobra escanteio e sobe pra cabeçear fazendo o gol, nunca foi tão verdadeira.

idas e vindas….

Jeff Jarvis ilustra muito bem um dos problemas (ou oportunidades?) que a internet trouxe para as marcas.  Esse cara é jornalista e escreve um blog chamado BuzzMachine (www.buzzmachine.com).

E ele nunca foi muito famoso até, uns dois anos atrás, comprar um computador da Dell e … se dar mal.  De tanto tentar, e não conseguir resolver seu problema, ele criou o case: Dell Hell.  Aonde descrevia, detalhadamente, suas frustrações ao tentar resolver seu problema.

Poucas semanas após o primeiro post do Dell Hell o Google registrava mais de 5 milhões de ocorrências para a expressão.  O cara se tornou muito famoso e quem se deu mal dessa vez foi a Dell.

Claro, o grande problema que as marcas têm agora é que, qualquer consumidor pode relatar suas frustrações na web e, de repente, se tornar famoso por isso (sim, temos casos de concorrentes que depõem contra só de sacanagem -esses geralmente são descobertos rápidos).

Agora, a grande oportunidade é que o mesmo consumidor (talvez não aquele que se deu mal), mas um consumidor satisfeito poderá espalhar as boas novas do relacionamento entre a empresa e ele pela web.

Sim, as empresas preferiram usar técnicas “macabras” para burlar isso.  SEO Search Engine Optimization (uma série de ações que fazem com que o seu site apareca no topo da lista nos Googles da vida), que seria inofensivo se usado para o bem.  Mas as agências e empresas estão usando isso para subir o pagerank dos consumidores que falam bem (descendo os do que falam mal).  Isso é correto?

Outra técnica muito usada é a de “comprar” posts nos blogs.  Sim, algo como comprar uma notícia na revista Veja.  A empresa X compra espaço publicitário no blog, ou dá algum tipo de vantagem, dinheiro, presentes, etc em troca de boas resenhas do blogueiro.

Não sei se é o caso da Dell, mas o fato é que o BuzzMachine agora, fala bem deles….

o do governo é maior

E ainda tem gente que duvida que o governo (brasileiro) é o maior sócio de qualquer empresa legalmente instalada no Brasil.

A tradicional pesquisa da revista Exame (Maiores e Melhores), mostra que, somados, o ^balanço das maiores indústrias do país tem:
– US$970 bilhões de faturamento total (7,5% a mais que no ano passado)
– US$62,7 bilhões de lucro (12% superior ao de 2007 – olha que interessante, quase o dobro de crescimento do lucro x faturamento)
E o campeão do espanto (ou não)
US$144,5 bilhões em impostos.

Ou seja, os caras que passam horas e mais horas trabalhando incessantemente, aqueles que administram milhões de funcionários pagam mais para o governo do que recebem (144,5 x 62,7 bilhões). Isso é um absurdo, talvez o maior de todos. Já não bastasse o que pagamos de impostos como pessoas físicas (ok, ok, muitos desses impostos são repassados para o consumidor) mas, ainda assim….. O governo brasileiro é mesmo uma piada (e não estou falando do governo do PT apenas e sim de todos eles).

E como se resolve isso? Essa resposta eu ainda não sei. Mas, por enquanto…..

privacidade online

Privacidade na Internet: estamos perdendo essa batalha?

Se você acessar o site da Amazon pensando em adquirir um livro online, encontrará em sua página de boas-vindas sugestões de outros livros que talvez sejam também do seu gosto, inclusive o mais novo lançamento dos seus autores preferidos, e isso graças ao seu histórico de compras anteriores. A maior parte dos clientes gosta das recomendações, da mesma forma que gosta também das sugestões do seu bibliotecário local.

Contudo, como você reagiria se, ao visitar um site de investimentos, topasse com mensagens sugerindo terapias para seu problema de coração diagnosticado recentemente? Sua reação, provavelmente, seria a mesma de Fran Maier, diretora executiva da TrustE, órgão que atua em defesa da privacidade online, que descreveu sua experiência como “arrepiante”, uma sensação de que alguém estaria espionando uma parte da sua vida que deveria permanecer em sigilo.

Maier é diretora executiva da TrustE, uma organização sem fins lucrativos que fixa diretrizes para a preservação da privacidade online e confere um selo de aprovação para as empresas que as seguem. Ela foi uma das oradoras presentes ao congresso Supernova, realizado em São Francisco, um evento anual de tecnologia organizado pelo professor de ética nos negócios da Wharton, Kevin Bach, em parceria com a própria Wharton.

Arrepios

O fator de “arrepio” é um risco inerente do chamado foco no comportamento. Essa prática baseia-se na atitude de profissionais de marketing que observam o comportamento do usuário na Internet elaborando em seguida seu perfil com base nos interesses e no comportamento do internauta — os sites que visitou, as pesquisas feitas, os artigos lidos, e até mesmo os e-mails escritos e recebidos. Com base nesses dados, o usuário recebe anúncios dirigidos especificamente a ele, pouco importa por que sites da Internet circule.

Para os defensores dos consumidores, a coleta de dados online, e o monitoramento da navegação do usuário, foram longe demais. Os executivos de marketing reagem dizendo que o consumidor se beneficia da publicidade afinada com seus interesses e afirmam que a renúncia à parte de seus dados pessoais é uma troca razoável pelo acesso gratuito ao conteúdo da Internet, que é em boa medida sustentado pela propaganda.

Explorando dados

Na base de toda essa preocupação com a privacidade individual está a velocidade com que a Internet entrou no dia-a-dia das pessoas ao longo dos últimos dez ou vinte anos. Quinze anos atrás, a Web era uma novidade usada por relativamente pouca gente. Hoje, ela é utilizada por milhões de pessoas em busca de informações, para a aquisição de bens e serviços e troca de idéias em fóruns de discussões.

O rápido desenvolvimento da tecnologia deu às empresas condições fantásticas e cada vez maiores de coletar, armazenar e analisar um número colossal de dados dos consumidores.

“Tudo o que fazemos online cria um histórico de transações, e todos os dados têm algum valor”, disse Bruce Schneier, especialista em segurança muito conhecido e diretor de tecnologia da BT Counterpane, provedora de soluções de segurança corporativa. “À medida que o armazenamento de dados e os custos de processamento vão se tornando praticamente gratuitos, os dados que normalmente apagaríamos passam a ser guardados.”

O armazenamento e a prospecção de dados — isto é, o processo da descoberta de correlações, ou padrões, entre dezenas de campos em vastos bancos de dados relacionais — permite, cada vez mais, a execução de expedientes minuciosos de rastreamento e de elaboração de perfis, seja pelo governo, seja pelas empresas, o que tem sérias implicações para a privacidade. Alguns analistas dizem que os usuários de Internet, de modo geral, não se importam com essa coleta de informações e preferem anúncios que reflitam seus interesses. Eles dizem também que a preocupação com a questão da privacidade é um problema de geração, uma vez que os usuários mais jovens não se incomodam tanto com a coleta de informações a seu respeito como os usuários mais velhos.

Contudo, Schneier, Maier e outros dizem que a maior parte das pessoas, não importa a faixa etária, não faz idéia do volume de informação que está sendo coletado e analisado, tampouco essas pessoas pararam para pensar nas possíveis implicações negativas de tais atividades como, por exemplo, a maior possibilidade de serem perseguidas na Web e de terem sua identidade roubada.

De acordo com recente pesquisa da TrustE, a maior parte dos consumidores online está de certa forma consciente de que as informações online que ele procura podem ser utilizadas para fins publicitários. Contudo, não compreendem muito bem o que é o foco no comportamento e não gostam da idéia de que seu histórico de navegação possa ser utilizado para o envio de publicidade específica.

Paradoxalmente, porém, cerca de dois terços prefeririam topar com publicidade de anunciantes que conhecem e em quem confiam, o que exigiria o monitoramento online dessas pessoas. De acordo com uma pesquisa feita pela agência de pesquisas globais TNS com base em um levantamento colhido junto a uma amostra de 1.015 americanos adultos, a grande maioria (91%) disse que, se tivesse a oportunidade, utilizaria ferramentas online para controlar o monitoramento online de sua navegação. Maier disse que os dados apontam para “uma indicação bastante concreta de que o consumidor quer que encontremos um meio de lhe proporcionar acesso a anúncios do seu interesse. Para isso, o foco no comportamento tem se revelado um dos métodos mais promissores. No entanto, é preciso que seja transparente nos mínimos detalhes, permita escolhas e gere valor real”.

O equilíbrio correto

Maier e os demais participantes do Supernova reconheceram que tanto o consumidor quanto o profissional de marketing precisam ainda chegar ao equilíbrio correto entre a coleta de dados e a privacidade do usuário, bem como descobrir formas mais adequadas de atender às necessidades de anunciantes e usuários.

Tome-se, por exemplo, o caso do Facebook, o conhecido site de relacionamento social. No ano passado, o Facebook lançou um sistema chamado Beacon, que monitorava as compras dos membros em outros sites e compartilhava a informação com todos os usuários do seu círculo social. Passado um mês, os usuários, sentindo-se invadidos, obrigaram o site a reconsiderar a iniciativa posta em prática sem aviso prévio. A empresa se desculpou e lançou em seguida novas opções de privacidade que exigiam o consentimento do usuário para ativar o Beacon.

Assim como em muitas outras áreas, a possibilidade de monitorar o que se passa na Web, graças à tecnologia, supera em muito a capacidade da sociedade de administrá-la. As políticas públicas de privacidade atuais remontam a 1973, quando o Departamento de Saúde, Educação e Bem-Estar dos EUA fixou diretrizes básicas para a utilização apropriada de informações pessoais computadorizadas como, por exemplo, a comunicação antecipada aos consumidores sobre a coleta de dados, a possibilidade de não optar por tal coleta, acesso aos dados coletados e a garantia de que não serão utilizados sem autorização prévia do usuário. “Será que isso faz sentido em 2008?”, indagou Maier, observando que tais medidas são insuficientes para o ambiente atual de Internet, em que se coleta tudo em toda parte.

Na verdade, disse Maier, “nosso conceito de privacidade baseia-se na idéia de quem você é. Contudo, temos de pensar agora também no que você faz. O debate em torno da privacidade e estrutura básica da questão mudaram para sempre”.

Isto significa que precisamos de uma lei nacional de privacidade? As realidades políticas e sociais levam muitos analistas a acreditar que uma lei como essa ainda deve demorar — e que os EUA, provavelmente, não seguirão a orientação dos países europeus no que diz respeito à privacidade online. Na Europa, a privacidade é entendida como direito fundamental, uma obrigação do Estado para com seus cidadãos. Nos EUA, a privacidade é um direito individual do consumidor que pode ser trocada por um benefício como, por exemplo, a utilização gratuita da Internet.

Schneier não acredita que os EUA venham a adotar a política de privacidade européia, mas acredita que os americanos, no futuro, terão uma política própria. “As leis caminham devagar. Um dia ainda teremos uma lei nacional de privacidade de dados mais madura, porque sem isso é impossível administrar uma economia nacional de informações. Mas pode ser que tenhamos de esperar 20 anos para que tal coisa aconteça.”

Transparência x dissimulação

Enquanto isso, não há como negar o apetite insaciável das empresas por mais e mais informações sobre os usuários da Internet, isto porque as possibilidades financeiras são muito grandes nesse segmento. Conforme disse Jonathan Swartz, CEO da Sun Microsystems: “Existe o desejo de colher toda informação possível do usuário, cada item, por menor que seja. Contudo, é preciso que o usuário saiba que tipo de informação você está colhendo. É preciso ser transparente — a menor dissimulação pode acabar em desastre.”

De acordo com Joe Kraus, diretor de gestão do produto do Google, “a boa privacidade começa pela utilização de uma tecnologia que permita a filtragem de dados, isto é, uma tecnologia que possibilite a um terceiro ter acesso somente àquilo que eu queira que ele acesse. Temos de dar aos usuários um controle maior sobre o tipo específico de informação compartilhada”. Trata-se de uma medida de enorme importância, acrescentou Kraus, “já que a Internet trabalha em conjunto com vários aparelhos móveis”.

Quando lhe perguntaram o que mais lhe preocupava, Schneier fez referência à consolidação e à correlação cruzada de dados por empresas como a Choicepoint, e também por agências do governo. “Há dados cuja coleta pelo governo é ilegal, então ele os compra das empresas e vice-versa. Todas essas pontas se juntam depois e podem ser usadas de formas inesperadas.” (A Choicepoint tem forte presença na indústria de corretagem de dados comerciais; em 2005, a empresa informou o roubo de dados pessoais de 145.000 consumidores do seu banco de dados).

Maier se disse igualmente preocupada “com a forma como somos monitorados pela Internet, isto é, com base em informações específicas. Quanto dessa informação está ao alcance do governo?” Ela vê, porém, sinais positivos, inclusive tentativas de desenvolver melhores práticas entre algumas empresas de Internet e uma geração mais jovem e mais habituada a usar a Web em benefício próprio.

Como qualquer tecnologia, a coleta de dados online, o processamento e o monitoramento têm fins positivos e negativos, disse Gerard Lewis, vice-presidente, consultor jurídico e encarregado da área de privacidade da Comcast. “O desafio consiste em conseguir o equilíbrio justo mediante a fiscalização certa. Para isso, é preciso que a comunidade toda, todos os envolvidos nos setores públicos e privados — consumidores, usuários, empresas, especialistas em políticas públicas, governo — participem da discussão.”

_universia_

múltipla personalidade?

Durante um almoço com uma amiga, discutíamos as muitas caras de uma determinada empresa. Quem é ela, afinal? Qual seu posicionamento? A que se propõe? Quais seus objetivos? Como ela quer ser lembrada

A empresa que discutíamos, infelizmente não posso dizer o nome, tem três áreas distintas. Cada uma delas cuida de uma área de atuação (porém, embaixo do mesmo guarda-chuva, a marca). O engraçado é que eles não têm um diretor de marketing, alguém “isento de setor” que se preocupe com o que é melhor para a corporação como um todo.  Eles têm um diretor de uma área que cuida dos interesses gerais (e não ganha nada por isso).  Ou seja, ele é cobrado principalmente pelo resultado de sua área, mas têm o “poder” sobre toda a empresa.  Difícil concluir que ele é fortemente tentado a usar a máquina da empresa em favor de sua área e em detrimento das outras?  É claro que ele não faz isso, afinal, é um profissional de renome mas… quantas e quantas vezes vemos isso acontecendo?

duas caras

O resultado disso é o que vemos em muitas empresas multinacionais.  A comunicação é totalmente dispersa, sem unidade.  Uma área fala A enquanto a outra B, enquanto um vende soluções, o outro vende produtos e o consumidor fica sem saber pra onde ir, ou em qual comunicação se “apegar”.

Como resolver isso?  Oras bolas caramambolas, como diria meu filho.  Contrate alguém independente.  Alguém que seja cobrado pela imagem corporativa.  Contrate uma agência que cuide de soluções integradas de marketing (olha a propaganda da Matchcode).  Enfim, pense na sua empresa como uma coisa só (pelo menos em termos de posicionamento) e trabalhe as particularidades de cada área dentro dessa unidade de comunicação.

_tco

comercial de cerveja

precisa ter mulher pelada? precisa ser abusiva?