web 2.0 X montadoras

Fui comprar um carro. Entrei na internet, fiz uma simulação no site da GM e Ford. Simplesmente fantástico. Consegui escolher cor, acabamento, ver o interior, motorização tudo…. ou melhor, quase tudo.

Depois de preencher todos os dados, escolher a concessionário, solicitar que entrassem em contato comigo …

Estou esperando, ainda… já comprei um carro (de outra marca), e ainda nada de uma resposta das concessionárias.

Fica a pergunta. De que adianta uma agência de web e comunicação sensacionais se a empresa não tem um marketing decente? Ou melhor, se a empresa não consegue controlar seus parceiros (concessionárias).

Isso é dinheiro jogado fora. Era melhor ter um simples aviso: entre em contato com a concessionária, seria “menos pior

web 2.0

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aonde sua empresa está?

Stairway to Heaven

mera coincidência??

Mestre Cava. Obrigado por esse post. Tive que comê-lo.

Não sei se de fato essa é uma história verdadeira (apesar de ter muitas referências na internet), mas de qualquer forma serve para ilustrar meu ponto.

Certa vez cientistas (vamos dizer que são de Standford, sempre gostei de Stanford) colocaram 4 macacos em uma jaula (tem versão com 5, mas estou divagando…) com uma mesa no centro e pendurado em cima dessa mesa foi colocado um cacho de bananas.

Ao se depararem com as bananas, um dos macacos subia na mesa para alcançar o cacho. Ao fazer isso, ele (e os demais macacos) era surpreendido por um jato de água fria.

A situação se repete algumas vezes até os macacos sacarem que se alguém for tentar pegar o cacho de bananas vai tomar um banho de água fria. Depois de um tempo nenhum deles tenta mais pegar os cachos, mesmo com fome.

Agora vem a parte interessante da história:

Após esse período em que os macacos “aprenderam a lição”, os cientistas trocaram um dos macacos. Este ao ver o cacho de bananas corre para subir na mesa. Ao fazer isso é impedido e surrado pelos seus colegas macacos. Isso acontece mais algumas vezes e após “aprender” a lição os cientistas trocam mais um dos macacos.

O novo macaco, assim como o primeiro também vê os cacho de bananas e tenta pegá-lo. Assim como o primeiro, também é impedido e surrado e vejam só, entusiasticamente pelo seu predecessor

macaco

Os macacos são trocados sucessivamente até que nenhum dos animais que participaram da experiência original está na jaula. Nenhum levou um banho de água fria mas mesmo assim nenhum deles se aventura a tentar alcançar o cacho de bananas.

É engraçado como certos comportamentos e atitudes são rapidamente justificados como “Cultura”. Daí isso se torna algo intocável e não negociável em que qualquer argumentação esbarra-se no “aqui foi sempre assim”.

Vale sempre nos perguntarmos se de fato isso é Cultura ou um mero cacho de bananas.

diferencie-se e …. proteja-se.

polaroid
Pouca gente sabe, mas muitos e muitos anos atrás, quando a fotografia era Kodak e impressa, um carinha veio e inventou uma tal de Polaroid.  A máquina prometia algo muito simples.  Você tira a foto e ela sai na hora (é claro que hoje perdeu totalmente o sentido, mas na sua época -1950- era incrível).

Vem a pergunta: poxa, se naquela época a Kodak dominava com muitas sobras o mercado de fotografia, por que eles não desenvolveram um produto semelhante?  Pois nosso querido amigo Edwin Land criou tantas e diferentes patentes protegendo o produto que era simplesmete impossível copiá-la.

Belo exemplo de diferenciação.  Nesse caso, a lei “protegeu” a empresa entrante.

Outro caso aconteceu em Minnesota, EUA.  Uma pequena empresa chamada Minnetonka Corporation lançou um sabonete “revolucionário”, quer dizer, não tanto.  A novidade era que o sabonete vinha em uma garrafinha com uma bomba plástica para aplicação.  Sim, um sabonete líquido para as mãos.  Não é muita coisa, certo?  Qualquer um dos gigantes do mercado altamente maduro poderia ter copiado e colocado-os para fora, sufocando-os através de promoções de vendas, etc. claro que sim, não fosse um “pequeno detalhe”.
A empresa comprou TODO estoque de bombas para fabricação desse tipo de produto.  Isso manteve a concorrência afastada por um curto tempo, claro, era só isso que eles queriam.  Em 1987 a empresa foi vendida para a Colgate Company.

casa do zezinho

Simplesmente fantástico.  Campanha criada pela Almapp para a Casa do Zezinho. A peça ganhou leão de prata em Cannes.

Casa de quem????

A Casa do Zezinho é uma ONG que cuida de crianças “abandonadas”, ou, como diria uma amiga, cuida de crianças órfas de pais vivos.

Localizada no Campo Limpo, São Paulo, SP, a casa cuida de mais de 1.000 crianças que, diariamente, tem atividades extra-curriculares, refeições, etc.  A Casa é liderada pela Tia Dag, Saulo, Dona Ana, Corina, Bia e muitos outros, que dedicam a vida para cuidar destes humaninhos.

Eu ajudo (ou será que sou ajudado?) lá, por isso falo com propriedade, eles merecem.

mais dejavu na propaganda?

Li no blog do Adonis, que a campanha que eu elogiei dias atrás (os motivos do meu elogio continuam), é uma cópia de uma ação veiculada anos atrás pela Nickelodeon, aquele canal infantil.

Eu elogiei a campanha pois ela conseguia cumprir o papel da propaganda. Papel que parece que alguns esqueceram. Ela consegue VENDER. Sim, ela ilustra de forma muito criativa (quer dizer, nem tanto, pelo visto), uma situação comum no mundo dos pais. Quem é pai sabe.

nickelodeon

telhado de vidro?

Eu ainda fico impressionado (ok, me chamem de sonhador) com a quantidade de empresas que não sabem se postar no mundo atual. Elas simplesmente ignoram algumas das novas “regras” do comportamento.

Meus produtos ou serviços são ruins, mas eu não quero que os outros comentem sobre isso. Quero continuar, como a 20 anos atrás, enganando TODOS os usuários pelo menos uma vez pois,  até eles eles perceberem e pararem de comprar, eu já estou milionário.

telhado de vidro

Ou então, pensam que conseguem esconder deslizes cometidos,

A fórmula é “simples”. Basta tentar fazer o melhor em todos os pontos e sempre, mas sempre, sempre mesmo, assumir as cagadas que faz. Mandou um lote com problemas? Assuma e reponha. Simples, mas não é nada fácil.