pílulas anticoncepcionais GLOBO

Ninguém, ninguém mesmo, tem a menor dúvida sobre o impacto das novelas, nos últimos 30 anos, sobre a vida da maior parte dos brasileiros. Restringindo-nos  apenas a esses 30 anos – talvez o mais correto fosse falar 40 -, foram 9.360 horas ou 390 dias direto, ou um ano e algumas semanas onde, na média, vinte milhões de lares ou 70 milhões de pessoas, não desgrudavam e nem se deixavam desgrudar dos personagens, hábitos e costumes da NOVELA DAS OITO. Assim como outro ou o mesmo tanto igual fazia o mesmo com a NOVELA DAS SETE. E ainda uma boa parte começara sua noite com a das SEIS. Deu no que deu para o bem ou para o mal. Se eventualmente e descontando detalhes as novelas da GLOBO exageraram em algum componente, a maior de todas foi na QUALIDADE e no entendimento da maioria das pessoas, essa contribuição é sob todos os aspectos positiva e inestimável.

O que não se sabia é que as novelas acabaram funcionando como anticoncepcionais. Não exatamente pelo que você, leitor, pode estar imaginando, fazendo com que as relações diminuíssem por roubar parcela expressiva do tempo junto dos casais grudados na telinha. Mas, e segundo estudo que acaba de ser divulgado na EUROPA, porque na quase totalidade das novelas as tramas enalteciam famílias com um pequeno número de filhos, e sem necessariamente explicitar sobre suas vantagens, eram evidentes e testemunhadas pelas mulheres. Que gradativamente foram assimilando essas informações e desenvolvendo uma consciência de que era fundamental cuidar bem e dividir seus préstimos e carinhos com 1 ou 2 filhos, do que se exaurir cuidando mal e dividindo de forma desigual entre 3 ou mais. E aí, e desde o nascimento das novelas até hoje – claro, por muitas e outras razões muito especialmente pela educação e pressões econômicas – a taxa de natalidade vem despencando: dos 6,3 crianças por mulher do início dos anos 60, para os 2,3 do início deste novo milênio.

O estudo foi realizado pelo CEPR – Centro de Pesquisas para Política Econômica da Grã-Bretanha – e por uma equipe de pesquisadores constituída por ELIANA LA FERRARA, ALBERTO CHOING e SUZANNE DURYEA. No trabalho foram analisados os conteúdos de 115 novelas transmitidas pela REDE GLOBO DE TELEVISÃO em horários diferentes e entre 1965 e 1999 onde se constatou que 72% das personagens femininas com idade de 50 anos não tinham filhos comparado com 21% das personagens que eram mães. E foram taxativos quanto ao fato da “pílula anticoncepcional” ser a REDE GLOBO DE TELEVISÃO: “Constatamos que as mulheres que vivem nas áreas cobertas pelo sinal da GLOBO apresentaram taxa de natalidade muito menor. As novelas mexicanas importadas e transmitidas por outros canais não causaram impacto na natalidade”.

MML – THOMAS DRIDGE, LONDRES, especial para o MADIAMUNDOMARKETING.

credibilidade da boca X credibilidade da comunicação

boca_cobra

Hoje em uma palestra ouvi isso:  Cada vez mais as pessoas acreditam na “boca” dos outros, ou seja, nos comentários, impressões sobre determinado assunto, do que na empresa que faz.

Porra… isso é novidade? Penso que desde o ano 1.210AC é assim.  É claro que isso se mostra mais evidente agora, que temos meios de medir tudo isso, mas sem dúvida não é novidade.

Será que o fato de as grandes empresas saberem disso significa que vão, definitivamente, parar de se orientar em comunicação e se orientar em marketing?  Ou seja, vão parar de fazer (apenas) aqueles esforços de mídia maravilhosos, que prendem a atenção dos consumidores e irão fazer um trabalho mais sério de desenvolvimento de produto, relacionamento com o mercado, etc?

-Poxa.  As grandes empresas não fazem isso? Alguém certamente irá perguntar.

Não! Eu prontamente irei responder.

Qual a importância que uma grande empresa dá para um consumidor individual?  NENHUMA.  A não ser que ele organize uma associação contra determinada empresa, ele é um zé ninguém.  Vemos isso toda hora.

Sou um goleiro de terças feiras, relembrando os auges do futebol de salão no colégio.  Comprei uma luva de uma grande marca, paguei um preço bem razoável pelo produto e, 04 semanas depois está todo estourado.  04 semanas = 04 utilizações.  Menos de 10 horas de uso.  Ao tentar resolver o problema, não consegui contato com a empresa.  Tive que mandar um email para a Inglaterra, que me mandou um telefone, aonde consegui um outro telefone que me informou (assustado por eu ter conseguido aquele número) que iria abrir um chamado para “analisar” se o produto irá para “análise” e então, 60 dias depois, me dar um parecer.

Legal, o que eu faço nesses 60 dias? Compro outra luva?boca_cobra

marketing de experiência

marketing de experiência

reportagem tirada do site da você s.a.  apesar de não gostar dessa nomenclatura, devo confessar que é uma

ferramenta fantástica que eu gosto muito de utilizar

Bernd Schmitt: o Marketing baseado na experiência

Por Marcos Hashimoto*

Bernd Schmitt, o criador do conceito de Marketing Experiencial, autor do livro de mesmo nome, abre sua apresentação mostrando um pequeno pato de borracha. Trata-se de um “souvenir” que ele “roubou” do banheiro de um hotel no Oriente onde ele se hospedou uma vez. Ele havia percebido que o hotel contava com um grande estoque desses patinhos para reposição, já contando com os pequenos “furtos” dos hóspedes. Na verdade, o custo era mínimo para eles, menos de 1 centavo de dólar para cada patinho. Mas o benefício era enorme, pois dava aos hóspedes uma lembrança do hotel, singela, mas extremamente significativa para o hóspede, num efeito totalmente distinto de simplesmente “dá-lo” para o hóspede. Isso é o Marketing Experiencial.

Antes de explicar o conceito, Schmitt diz quais são, na sua opinião, as atuais deficiências do Marketing Tradicional. Para ele o Marketing Tradicional parte do pressuposto que o cliente é racional, que processa toda a informação que recebe, como as características e benefícios do produto. Essa base já não serve num mundo onde as diferenças de preço e qualidade entre os concorrentes é mínima. É preciso um “algo a mais” que agregue um valor perceptível ao cliente. Esse “algo a mais” é o Marketing de Experiências. Trata-se de permitir que o cliente viva a sensação que o produto pode provocar. Sentir, ver, tocar, ouvir, são sensações que ficam com muito mais força do que a simples apresentação tradicional dos benefícios e características do produto. O Marketing Experiencial supõe que o cliente não é só racional, mas é emocional também.

Bernd dá alguns exemplos ilustrativos como a vodka Absolut, o New Bettle, Coca-Cola, iMac, Singapore Airlines, Mach-3, Starbucks Cafe, Godiva, Benetton, Nike, etc, para explicar as estratégias experienciais em cinco módulos: Perceber, Sentir, Pensar, Agir e Relacionar.

1. A experiência da percepção confia ao produto uma certa atratividade peculiar e única que mexe com os sentidos do indivíduo

2. A experiência da sensação envolve estados de espírito, a emoção e outros sentimentos

3. A experiência do pensamento conduz o cliente a um interessante desafio intelectual, sobretudo para a resolução de problemas específicos

4. A experiência da ação está ligada a comportamentos e estilo de vida

5. A experiência do relacionamento conduz o cliente a usufruir os benefícios de um produto do qual possa se sentir orgulhoso com seu produto

A vodka Smirnoff é um produto americano, mas nós associamos com a Rússia, por causa de nossa experiência, que associa o nome à origem e dá mais legitimidade ao produto. Bernd mostra a campanha feita para a vodka Absolut, que tem como tema principal o formato da garrafa, gerando até fanáticos que colecionam todas as campanhas, caracterizando nova experiência.

No site do New Bettle, o internauta pode fazer um download da forma do carro e decorá-lo de qualquer forma, com qualquer estampa e qualquer cor. Os economistas diriam que a estratégia do iMac de enfatizar seu design seria totalmente irrelevante, mas é impossível não aceitar que o efeito que faz o aparelho parecer “respirar”, quando está em modo de hibernação, não tenha um impacto contundente na mente do consumidor. Por que o sucesso do Mach-3 da Gillette? O efeito benéfico é mínimo se comparado com toda a tecnologia usada para conceber um modelo de três lâminas. Bernd acredita que o homem se sente mais másculo por se barbear, não com duas, mas com três perigosíssimas lâminas.

Continuando com os exemplos, ele cita a Harley-Davidson, que é a experiência da marca, do logotipo. Quantos consumidores tatuam na própria pele uma marca de um produto? Como a Godiva explora toda uma sensação em suas lojas? Desde o nome “chocolatier” (francês, requinte), chocolates embalados individualmente, tudo decorado com cores douradas, formatos arredondados que dão uma sensação de sensualidade, feminilidade. Esse exemplo nos leva a outros que exploram a mesma visão da experiência holística, como o caso do New Bettle. Muitos carros similares a esse existem no mercado, e o New Bettle nem sequer possui uma tecnologia diferenciada. É positiva a experiência de ouvir crianças dizendo que querem dirigir esse carro quando crescerem. Sua campanha publicitária debocha das próprias campanhas feitas nos anos 60 e reforça a imagem de carro de fim-de-semana e as atitudes referentes ao estilo de vida. É uma experiência holística porque se nota um elemento de cada tipo de experiência.

Sua mensagem final: Ache o seu próprio pato!

*Marcos Hashimoto é mestre em administração pela FGV, professor universitário de empreendedorismo na Faculdade Prudente Morais, consultor de empresas e participante incansável do VOCÊ na Rede

o poder da internet? você ainda duvida?

Menos de 03 horas depois do incêndio, ele já está no meu blog.  Deve estar há mais de 01 no youtube.

o ser humano “médio” tem um seio e um testículo

ser humano t�pico

uma pesquisa perguntou a milhares de pessoas quais eram as profissões mais respeitadas (eticamente) que existiam. Farmacêuticos, médicos, professores universitários e policiais (até parece).

correndo por fora, em 11º, os jornalistas ainda fizeram bonito, advogados e políticas logo atrás, em 16º e 17º. lá embaixo, em 25º lugar, logo depois dos vendedores estavam os publicitários. apenas uma profissão recebeu uma qualificação mais baixa e é justamente nesse momento que devemos respirar fundo e agradecer pela existência dos vendedores de carros.

mas pára e pense comigo. o cidadão não pode mais ouvir sua rádio predileta sem escutar quilos e mais quilos de propaganda, mesmo quando coloca um cd ele está sujeito a ouvir intervenções comerciais. grandes marcas pagam a artistas para citarem seus produtos em suas músicas. veja você. revistas, televisão (mesmo durante a novela, o merchandising invade cada vez mais a nossa telinha). como queríamos que eles nos achassem éticos?

dizem que o ser humano típico, padrão, nos grande centros, está exposto a mais de 3.000 anúncios publitiários por dia. o ser humano típico tem um seio e um testículo, por isso não gosto dessas médias e realmente acredito que 3.000 seja um exagero.

mas, mesmo que sejam 1.000 intervenções dia, estamos falando de algo extremamente exagerado. acredito ter visto isso ontem, não me lembro nem de 10. gostar, só de uma.

nós desenvolvemos uma capacidade incrível, uma real evolução de nos prepararmos e blindarmos contra todo e qualquer tipo de anúncio publicitário que não nos interesse. atualmente nem precisamos do controle remoto para ignorar completamente esses anúncios.

não que a propaganda seja ineficaz, muito pelo contrário. existem muitos materiais e cases que nos indicam o contrário. mas sem dúvida, precisamos repensar, profundamente, a forma como fazemos mídia atualmente.

uma análise sobre a eficácia da publicidade certamente teria muitos exemplos de campanhas cujo sucesso foi conquistado mais por seu peso bruto e sua presença na mídia, do que por conceitos estratégicos inteligentes ou soluções criativas de mérito.

e parafraseando o sr Steel, se a propaganda fosse uma pessoa (para usar uma técnica de projeção muito comum entre moderadores de pesquisas qualitativas), seria alguém com uma contagem de espermatozóides muito baixa.

comece com um objetivo em mente

woopy_gato

diz a famosa frase:

– ao atravessar corredeiras numa canoa, se você disser “eu não sei”, o rio decidirá por você

com a sua empresa, se você não souber, não se decidir, o rio te jogará cachoeira abaixo, e certamente você não sobreviverá para contar a história

você precisa ter um plano claro e detalhado de para onde estão indo e como pretendem chegar lá. Mas você precisa, também, gerenciar o seu plano, criar indicadores de performance, que permitam que você e seu time saibam como redirecionar o barco à medida que as tendências forem mudando

parafraseando um dos filmes mais engraçados da história, na minha opinião

quando alice (aquela do país das maravilhas), pára diante de uma bifurcação e, perdida e confusa, encontra o gato pscicodélico ela diz.

– estou perdida

– para onde você quer i? a woopy [aquele gato sorridente] pergunta

– não tenho destino certo, alice responde

– nesse caso, qualquer caminho serve.

a corrida dos desesperados

velinha desesperada

É um processo cíclico. Talvez como tudo na história da humanidade, não sei. Existe hoje uma corrida no Brasil (e no mundo também, mas não tanto), de profissionais de comunicação migrando para web por acreditarem ser o futuro.

Existem empresas incentivando pessoas a migrarem para a web por falta de profissionais qualificados na área, (obrigado Cava). Vão para a web, lá vocês irão ser contratados porque as agências não têm quem contratar.

Eu me lembro que isso aconteceu com a área de Medicina. Não tinham tantos médicos quantos necessários. Um boom de neguinho virando “dotô”. Resultado: Quantos erros de medicina por causa de profissionais mal formados e incompetentes.

Depois, os “dotôs” eram outroas. Os advogados. (Sim, eu sei, nenhum dos dois são, de fato, doutores, mas eles gostam de ser chamados assim, tudo bem). Resultado: Rocha Mato’s Inc. Tem mais advogado corrupto do que político.

Depois o boom foi pra área de marketing, no curso de comunicação. Um monte de agências de suvaco foram criadas da noite pro dia (aquela que o cara coloca o notebook debaixo do braço e vai pros clientes).

Resultado: Banalização da profissão. Hoje confundem marketing com propaganda, tem agências muito mal qualificadas que só fazem… cagadas.

Agora a corrida é pra web. Não precisa ser Nostradamus pra saber o que vai acontecer, precisa?